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sábado, 13 de março de 2010

A parábola dos talentos



Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31; 1 Tessalonicenses 5, 1-6; Mateus 25, 14-30


O evangelho deste domingo é a parábola dos talentos. Infelizmente, no passado, o significado desta parábola foi habitualmente confundido, ou pelo menos muito reduzido. Quando escutamos falar dos talentos, pensamos imediatamente nos dons naturais de inteligência, beleza, força, capacidades artísticas. A metáfora é usada para falar de atores, cantores, comediantes...

O uso não é totalmente equivocado, mas sim secundário. Jesus não pretendia falar da obrigação de desenvolver os dons naturais de cada um, mas de fazer frutificar os dons espirituais recebidos dele. A desenvolver os dotes naturais já nos impulsiona a natureza, a ambição, a sede de lucro. Às vezes, ao contrário, é necessário frear esta tendência de fazer valer os próprios talentos, porque pode converter-se facilmente em afã por fazer carreira e por impor-se sobre os demais.

Os talentos dos quais Jesus fala são a Palavra de Deus, a fé, ou seja, o Reino que Ele anunciou. Neste sentido, a parábola dos talentos se conecta com a do semeador. À sorte diferente da semente que ele lançou – que em alguns casos produz sessenta por cento; em outras, ao contrário, fica entre os espinhos, ou são comidas pelos pássaros do céu –, corresponde aqui o diferente lucro realizado com os talentos.

Os talentos são, para nós, cristãos de hoje, a fé e os sacramentos que recebemos. A palavra nos obriga a fazer um exame de consciência: que uso estamos fazendo destes talentos? Nós nos parecemos com o servo que os faz frutificar ou com o que os enterra? Para muitos, o próprio batismo é verdadeiramente um talento enterrado. Eu o comparo a um presente que se recebeu de Natal e que foi esquecido num lugar, sem nunca tê-lo aberto ou jogado fora.

Os frutos dos talentos naturais acabam conosco ou, quando muito, passam aos herdeiros; os frutos dos talentos espirituais nos seguem à vida eterna e um dia nos valerão a aprovação do Juiz divino: «Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, e por isso eu te darei autoridade sobre o muito: toma parte no gozo de teu senhor».

Nosso dever humano e cristão não é só desenvolver nossos talentos naturais e espirituais, mas também de ajudar os demais a desenvolverem os seus. No mundo moderno existe uma profissão que se chama, em inglês, talent-scout, descobridor de talentos. São pessoas que sabem encontrar talentos ocultos – de pintor, cantor, ator, jogador de futebol – e os ajudam a cultivar seu talento e a encontrar um patrocinador. Não o fazem de graça, naturalmente, nem por hobby, mas para ter uma porcentagem em seus lucros, uma vez que se afirmaram.

O Evangelho nos convida a ser talent-scout, «descobridores de talentos», mas não por amor ao lucro, e sim para ajudar quem não tem a possibilidade de afirmar-se sozinho. A humanidade deve alguns de seus melhores gênios ou artistas ao altruísmo de uma pessoa amiga que acreditou neles e os animou, quando ninguém acreditava neles. Um caso exemplar que me vem à mente é o de Theo Van Gogh, que sustentou toda a vida, econômica e moralmente, do seu irmão Vincent, quando ninguém acreditava nele e não conseguia vender nenhum de seus quadros. Eles trocaram mais de seiscentas cartas, que são um documento de altíssima humanidade e espiritualidade. Sem ele não teríamos hoje esses quadros que todos amamos e admiramos.

A primeira leitura do domingo nos convida a deter-nos em um talento em particular, que é ao mesmo tempo natural e espiritual: o talento da feminilidade, o talento de ser mulher. Contém, de fato, o conhecido elogio da mulher que começa com as palavras: «Uma mulher completa, quem a encontrará?». Este elogio, tão belo, tem um defeito, que não depende obviamente da Bíblia, mas da época na qual foi escrito e da cultura que reflete. Se prestarmos atenção, descobriremos que este talento está inteiramente em função do homem. Sua conclusão é: bendito o homem que tem uma mulher assim. Ela lhe tece maravilhosas vestes, honra a sua casa, permite-lhe caminhar com a cabeça levantada entre seus amigos. Não creio que as mulheres de hoje gostem deste elogio.

Deixando de lado este limite, quero sublinhar a atualidade deste elogio da mulher. Desde todas os lugares surge a exigência de dar mais espaço à mulher, de valorizar o gênio feminino. Nós não cremos que «o eterno feminino nos salvará». A experiência cotidiana mostra que a mulher pode «elevar-nos ao alto, mas também pode precipitar-nos para baixo. Também ela precisa ser salva por Cristo. Mas é certo que, uma vez redimida por Ele e «libertada», no campo humano, das antigas sujeições, ela pode contribuir para salvar nossa sociedade de alguns males crônicos que a ameaçam: violência, vontade de poder, aridez espiritual, desprezo pela vida...

Depois de tantas épocas que adotaram o nome do homem – a era do homo erectus, homo faber, até o homo sapiens, de hoje –, deve-se augurar que se abra finalmente, para a humanidade inteira, uma era da mulher: uma era do coração, da ternura, da compaixão. Foi o culto a Nossa Senhora que inspirou, nos séculos passados, o respeito pela mulher e sua idealização em boa parte da literatura e da arte. Também a mulher de hoje pode ser olhada como modelo, amiga e aliada na hora de defender sua própria dignidade e o talento de ser mulher.

Homilia de Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]
http://www.cantalamessa.org/pt/omelieView.php?id=417

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O dom da amizade

Dom Orlando Brandes

Celebramos no dia 20 de julho o dia do amigo. A amizade é o que existe de melhor, depois da sabedoria, sendo que a sabedoria é o mesmo que virtude. Só pode haver verdadeira amizade entre pessoas de bem. Daí que a amizade requer lealdade, constância e justiça. Na amizade tudo é verdadeiro. O maior ornamento da amizade é o respeito. Nula é a amizade onde não há verdade. O que faz a amizade é a estabilidade entre os amigos. Sem virtude não há amizade possível, mas apenas bajulação, adulação, paixão. Entre as pessoas de bem há uma inevitável simpatia e condescendência.

A amizade tem grande poder de sedução e de atração pela força da afeição entre as pessoas amigas. A afeição cria vínculos, mais que o parentesco. É a afeição que proporciona o bem-estar entre os amigos, a simpatia recíproca. É sedutora a troca de atenções e bons serviços. Sem amizade a vida não é amável. Na mais profunda amizade se encontra a mais profunda doçura. Sem afeição e simpatia a vida não tem alegria, porque a afeição se traduz em benevolência, afabilidade, reciprocidade. Portanto entre pessoas de bem. Quanto mais somos generosos, bondosos, desinteressados, amorosos, mais amizades conquistamos. Eis a força do valor moral.

O amigo é como um outro de nós mesmos, uma versão exemplar de nós mesmos. A amizade torna os dutos golpes da vida mais leves e mais maravilhosos os favores da vida porque podem ser comunicados e partilhados com alguém. A amizade dá otimismo para o futuro, não permite a capitulação nem a desmoralização. Retirar a amizade da vida é como retirar o sol do mundo. Nela encontramos satisfação, descanso, conselhos, partilha. Nada esposa melhor todos os momentos da vida que a amizade. Por isso deve ser preferida a todos os bens da terra, porque é prestativa, respeitosa, fiel.

O maior flagelo da amizade é a bajulação, a adulação, a complacência fácil. É preciso distinguir o amigo do bajulador. É erro pernicioso imaginar que na amizade as portas estão abertas a todos os abusos. Somos obrigados a fazer advertências e até repreensões aos amigos, embora com cortesia e sem adulação. A amizade é para a gente crescer no bem e não para a cumplicidade nos vícios. A verdadeira amizade controla a paixão. É sórdido preferir dinheiro, honrarias, prestigio no lugar da amizade. Aqui a amizade vira ódio. Nada mais desastrosos que o atrativo lucro, da concorrência, da cumplicidade. É lei da amizade nada pedir de vergonhoso aos amigos, querer que eles saciem nossas paixões, sejam cúmplices de uma injustiça. Isso faz perecer a afeição e engendra ódios eternos.

Pela amizade os ausentes estão presentes no afeto, os indigentes são ricos, os fracos são cheio de força, os mortos estão vivos na lembrança. Sem amizade nenhuma casa fica de pé, nenhuma cidade subsiste, a vida na terra é insuportável, porque ela é um sentimento de amor verdadeiro e espontâneo, que ameniza o convívio. Sem amizade a vida se esvazia. O amigo é um tesouro.

A amizade fiel é um refúgio seguro e não tem preço que pague. É um tesouro inestimável e dom de Deus. Deus cria os amigos, leva o amigo ao amigo. Sem amigos somos como estrangeiros, com os amigos nos sentimos em casa. Com um amigo ao lado nenhum caminho é longo. Na verdade o amigo é um escudo contra emoções negativas, é como asa que nos eleva acima do pó da terra. O amigo é a visibilidade e o sacramento de amor de Deus. É como sol que ilumina a vida.

A amizade é feita de gratuidade e não de gratificações. Quanto mais gratuidade, mais felicidade. A amizade requer fidelidade e portanto sempre a verdade. Onde entra a falsidade morre a amizade. A harmonia de visão, a vontade do bem do outro e o afeto são três componentes essenciais da amizade. Nossa pátria é lá onde encontramos amigos. O amor de amizade é profundo, intenso, personalizado, aberto, livre.

Webgrafia: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/articles/article.php?id=833

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Violência: a raiz do problema

17 Mar 2009
Cardeal Odilo Pedro Scherer

“Fraternidade e segurança pública”, este é o tema da Campanha da Fraternidade que a Igreja Católica promove no Brasil durante a Quaresma deste ano. A questão de fundo, de fato, é o problema da violência e não é preciso justificar muito a escolha deste tema: basta acompanhar um pouco os noticiários, onde os relatos sobre ações e situações de violência estão na ordem do dia: violência contra a pessoa, sua integridade física e moral, sua dignidade e seus direitos fundamentais, seu legítimo patrimônio e mesmo contra sua vida...

A isso acrescentam-se as injustiças sociais não superadas, que pesam como violência diária especialmente sobre as camadas sociais e as pessoas mais indefesas. A violência tornou-se corriqueira e só chama a atenção quando vem acompanhada de algum detalhe especialmente repugnante. Ela vai sendo assimilada como se fosse componente inevitável da vida e da cultura. As pessoas defendem-se como podem, levantando muros, colocando alarmes, contratando seguranças, comprando armas... E se preparam para mais violência.

É preocupante quando a violência entra na normalidade da vida, deixando as consciências complacentes e insensíveis diante dela. A Campanha da Fraternidade quer ser um grito de alerta para este fenômeno e deseja suscitar uma reação positiva, antes que a violência se torne incontrolável. Mais que a denúncia de fatos, é um convite à reflexão sobre as causas da violência e à busca de vias de solução para o problema.

A segurança pública é um direito do cidadão e sua garantia é um dever do Estado. O seu alastramento, como verdadeira chaga social, e a crescente busca da segurança privada denotam lacunas na ação do Estado; as pessoas sentem-se desprotegidas e não confiam nas instituições de segurança pública, talvez por lhes atribuírem ineficiência ou, perplexa, diante de fatos de corrupção e ação fora da lei, de pessoas responsáveis pela ordem e pela segurança pública. Talvez haja falhas no método de combate à violência. Vamos continuar a combater a violência com mais violência? Até quando continuaremos a construir cadeias? Os processos vão continuar amontoando-se, sem definição, nas salas dos tribunais, passando a quase certeza da impunidade, ou até fazendo cumprir pena a quem não merece?

A violência tem causas sociais, que precisam ser enfrentadas coletivamente, com políticas públicas e também com esforço solidário da cidadania. O Estado e suas Instituições têm a missão de promover e assegurar, entre outras coisas, a justiça social, o desbaratamento do crime organizado e a eficiência no sistema judiciário; além disso, espera-se dos órgãos que representam o Estado a promoção da cultura da dignidade da pessoa, dos direitos humanos e o amparo às instituições e organizações da base social, que são capazes de assistir às pessoas na sua situação concreta e de promover os verdadeiros valores na convivência social; refiro-me à família, à escola e a tantas outras organizações da sociedade civil.

De fato, muita violência decorre da desestruturação e destruição da família, inclusive por leis e políticas contrárias a ela; os efeitos são desastrosos para a sociedade pois, aquilo que a família, minimamente amparada, poderia fazer pelas pessoas acaba faltando e os problemas sobram para a sociedade e para o próprio Estado. O desmantelamento da família, mediante políticas que atendem a grupos de pressão bem articulados, mais que ao interesse social e coletivo, é uma grande irresponsabilidade e trará consequências graves para a sociedade e o Estado. A família é um bem para a pessoa e para a sociedade e atende às necessidades, sobretudo, dos grupos sociais mais vulneráveis e desprotegidos, como as crianças, os idosos e os doentes; por isso, ela precisa ser defendida e amparada por políticas públicas que lhe possibilitem o exercício de suas atribuições naturais e sociais.

A violência decorre também de uma cultura desprovida de valores éticos. A negação das implicações morais e da responsabilidade social nos comportamentos individuais, bem como a banalização do sexo e do casamento podem ser causa de violência. Quem incentiva e explora a prostituição, a promiscuidade e incita à iniciação sexual precoce de crianças e adolescentes deveria se perguntar, se não está incentivando a violência sexual contra mulheres e crianças, ou até comportamentos sexuais aberrantes, como os que são, tristemente, objeto de notícia na imprensa. Alguém já fez uma séria análise das consequências da farta distribuição de preservativos, não só no sambódromo por autoridades, mas até em escolas, para crianças e adolescentes?

A paz é fruto da justiça (cf Is 32,17). Sem a prática da justiça não há paz nas relações entre as pessoas e também nas relações entre os povos. A injustiça é sempre uma violência contra os direitos da pessoa ou dos povos; por isso, a sua superação é condição para que haja verdadeira paz. Mas o mero cumprimento da justiça ainda não é suficiente para cultivar a paz: esta também requer o arrependimento das culpas, o perdão dado e recebido e a reparação das ofensas.

A superação da violência e a promoção da verdadeira cultura da paz, bem como o respeito às leis, também são deveres da cidadania. Porém, a lei, por si só, não resolve o problema: há tanta lei boa que não é observada. A raiz do problema é a perda do valor da pessoa e da sua dignidade, junto com e a busca utilitarista da vantagem, acima de tudo. A superação da violência não depende apenas de condições externas, mas também de comportamentos e atitudes pessoais e morais, que devem ser orientados segundo a verdade e o bem, de acordo com os mandamentos da lei de Deus.

Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, dia 14.03.2009

Sim, defendamos a vida!

25 Mar 2009
Cardeal Odilo Pedro Scherer

A CF 2009 é, sobretudo, um chamado a unir esforços para a superação de toda violência contra o ser humano; e são tantas as formas de violência e agressão contra a dignidade e os direitos da pessoa! De maneira muito especial, a CF chama à mobilização para prevenir e superar a violência contra a vida humana que, de maneira sintomática, está aparecendo a cada dia nas notícias da imprensa. Será porque a CF está sensibilizando mais para os fatos de violência, ou será porque estes aumentaram, de maneira preocupante?

Certamente nenhum tipo de violência contra a pessoa é aprovável, nem contra sua dignidade e nem contra seus legítimos direitos; e a violência também não é aceitável como um meio legitimo e eticamente aceitável para resolver problemas, nem mesmo para conseguir objetivos bons. Os fins não justificam os meios. Se é assim, tanto mais devemos rejeitar a violência que atenta diretamente contra a vida do próximo: é a violência mais grave de todas e deve fazer a consciência confrontar-se diretamente com o 5º mandamento da Lei de Deus: “Não matarás”. Quem tira a vida do próximo deverá responder, não simplesmente diante de tribunais humanos, mas diante do próprio Deus. “A voz do sangue do teu irmão chegou aos meus ouvidos” (cf Gn 4,10).

Uma ação concreta de defesa da vida será realizada na Praça da Sé, no próximo dia 28 de março, pela manhã: será uma grande manifestação em favor da vida e contra o aborto, por iniciativa de várias organizações e grupos que lutam em defesa da vida humana e se opõem à legalização do aborto. O ato tem todo o apoio da Igreja católica; quero, portanto, encorajar todas as organizações familiares, as pastorais da família, da criança e do menor, junto com todos aqueles que têm a possibilidade de irem à praça da Sé para participarem da manifestação. É uma oportunidade para dizer um forte e claro “sim” à vida humana e um decidido “não” a tudo o que atenta contra ela.

Não nos deixemos impressionar por discursos enganosos. Não dá para justificar o aborto a partir da Bíblia, sem forçar interpretação da Escritura. E a decisão sobre a vida e a morte de seres humanos não pode ser deixada à iniciativa e decisão privada, nem deve depender da lógica da vantagem ou da comodidade individual. É dever do Estado proteger as pessoas e garantir a defesa e o respeito à sua vida. Não se pode privatizar esta responsabilidade! Da parte do Estado seria uma atitude cínica descarregar na conta da mulher, ou de outra pessoa, uma responsabilidade tão grande! E seria muito arriscado, pois quem levaria sempre a pior seriam os doentes, indefesos e incapazes de resistir à vontade dos mais fortes.

Por outro lado, não nos assustemos, se alguém discorda ou até trata com preconceito a posição católica contrária ao aborto. Deveríamos ficar até honrados quando identificam a posição católica como contrária ao aborto. Oxalá todas as pessoas que tem fé em Deus também defendessem de maneira firme a dignidade e a vida do ser humano em todas as circunstâncias e em cada uma de suas etapas. Mesmo assim, é inaceitável que isso seja um dever apenas de pessoas religiosas. Acaso podem matar outros seres humanos aqueles que não crêem em Deus ou não praticam nenhuma religião? O respeito à vida é um preceito ético que obriga a todos.

E também não nos deixemos impressionar nem enganar por discursos que reivindicam a autonomia na decisão sobre a vida de outros, ou até mesmo um suposto “direito humano” ao aborto. Tendo em vista que o aborto implica sempre na morte de um ser humano inocente e indefeso, é absurda a reivindicação de semelhante “direito”. A manifestação na praça da Sé, na manhã do dia 28 de março, será uma ação concreta da CF-2009, contra toda forma de violência e agressão contra a vida, principalmente o aborto provocado. É necessário que nos manifestemos e expressemos com clareza e firmeza nossa convicção.

Os adultos, homens e mulheres devem ser acolhedores e protetores da vida indefesa e frágil. A própria natureza das coisas impõe isso. As mulheres, de maneira especial, pelo dom da maternidade, são geradoras e acolhedoras da vida e, por isso, naturalmente, são as primeiras defensoras da vida humana contra tudo o que a possa ferir ou suprimir. Enquanto a mulher assume este papel, que é próprio de sua natureza, o respeito à vida humana será assegurado.
*
Artigo publicado em O SÃO PAULO, ed, de 24.03.2009

sábado, 27 de junho de 2009

OS VÍCIOS E OS PECADOS




Por Dom Lourenço, OSB.

Tradução: Marcus Pimenta


Os vícios capitais

Logo no início do estudo sobre as virtudes, pode-se ver que podemos adquirir na nossa alma uma força habitual, enraizada e má, chamada vício. Esses vícios empurram a alma a praticar atos contrários às virtudes, ou seja, atos pecaminosos, pelos quais ofendemos gravemente a Deus nosso Senhor.

No estudo de cada virtude em particular ve-se também os vícios contrários às virtudes, ou seja, os pecados que cometemos contrariando as virtudes.

Há, porém, na alma, alguns vícios enraizados não porque cometemos pecados e fomos adquirindo esses vícios, mas que são cicatrizes do pecado original. Vamos explicar um pouco o que isso significa.

Sabemos que o Sacramento do Batismo apaga o pecado original. Isso é uma verdade de Fé, na qual acreditamos com todas as forças da nossa alma. Porém, mesmo tendo sua alma limpa do pecado original, o homem vive nesta vida sempre inclinado para fazer o mal. É necessário sempre lutar contra as tendências más da alma, sua inclinação a faltar à Lei de Deus, a procurar satisfazer suas paixões, seu conforto, a esconder dos outros os atos maus que fazemos, etc.

Essa inclinação má que encontramos dentro de nós explica-se pelo fato de que nossa sensibilidade não aceita mais se submeter à razão; nossa vontade não tem mais forças para impor a verdade e o bem. Com isso, estamos sempre procurando satisfazer a sensibilidade. A vida de virtudes e dos dons do Espírito Santo nos salva desta revolta, pela força que adquirimos na luta contra as paixões desregradas.

Ora, essa inclinação para fazer o mal se realiza na nossa alma através dos chamados vícios capitais. E a luta para vencê-los é feita pela prática das virtudes opostas a esses vícios ou pecados.

Chamam-se capitais porque são como que a cabeça, a fonte de todos os pecados. Dessas inclinações originam-se todos os atos maus que cometemos. Ao estudá-los, aprenderemos a vigiar nossas almas no sentido de fugir desses vícios e assim evitarmos muitos pecados.

Os vícios ou pecados capitais são sete:

Soberba
Avareza
Luxúria
Inveja
Gula
Ira
Preguiça (e tibieza)

A Soberba

A Soberba também é chamada de orgulho e consiste numa estima excessiva de si mesmo.

- não agradece a Deus as qualidades que possui e fica procurando elogios.

- acha que possui qualidades que na verdade não possui.

- procura sempre rebaixar as qualidades dos outros.

A Soberba produz ainda:

ambição - desejos imoderados de possuir bens e glória.

presunção - confiança exagerada em si mesmo.

vã glória - procura de elogios e admiração.

hipocrisia - atos que mascaram a maldade do coração.

obstinação - não aceitar os conselhos e insistir sempre no mal.

desprezo - olhar os outros como inferiores.

A Soberba é um vício que leva a alma a uma cegueira total sobre si mesma e sobre o próximo. A alma soberba não pode amar a Deus e ao próximo na verdadeira Caridade.

Devemos pedir em nossas orações que sejamos sempre humildes, reconhecendo que recebemos de Deus tudo o que possuímos e tudo o que somos. Sigamos o exemplo de Jesus Cristo, manso e humilde de coração.

A Avareza

Se a soberba consiste numa estima excessiva de si mesmo, a Avareza é a estima excessiva das riquezas e dos bens materiais. A alma dá tanta importância ao dinheiro que passa a viver só em torno disso, esquecendo-se de Deus e do próximo. O avaro está tão apegado às coisas que possui que prefere morrer do que perdê-las. Só pensa em comprar, em ter, em mostrar aos outros tudo o que possui.

A avareza produz:

- injustiça para com o próximo: roubos, trapaças etc.

- traição: como Judas, que vendeu Jesus por trinta moedas.

- dureza do coração diante da pobreza: nunca dá esmolas nem quer ajudar os pobre.

- preocupações constantes: medo de perder tudo.

- esquecimento de Deus e da salvação eterna.

Para vencer a avareza devemos considerar que tudo é palha diante da vida da graça, verdadeira riqueza da alma. Contemplemos a simplicidade de coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu amor pela pobreza e pelos mais humildes e toda sua vida voltada para fazer a vontade do Pai.

A Luxúria

Deus ordenou aos homens que se multiplicassem sobre a terra. Para isso, Ele instituiu a família, união de um homem e de uma mulher, que se unirão pelo ato conjugal para terem os filhos que Deus quer que eles tenham. Foi para proteger a instituição familiar que esse ato e tudo o que se relaciona com ele, ficou reservado ao matrimônio.

A luxúria é o vício que leva os homens a realizarem o ato sexual fora do casamento ou contrariando as normas naturais estabelecidas por Deus para ele. Esse vício provoca pecados contra o sexto e o nono mandamentos: atos, pensamentos, desejos, más companhias, filmes, revistas, e o adultério, que é a traição do juramento matrimonial.

A luxúria provoca também:

- cegueira espiritual: a alma fica desnorteada e a vergonha a leva a fugir de Deus.

- precipitação: nervosismo nas coisas do dia a dia, perda da concentração nos estudos.

- inconstância: um dia bem, outro dia má, a alma balança ao sabor das paixões.

- amor próprio: amor desordenado das coisas do corpo.

- imodéstia e despudor: roupas e as atitudes do corpo indecentes e provocadoras.

Para se afastar completamente da luxúria e de todos os pecados que dela nascem, devemos perseverar na oração, receber com freqüência os sacramentos, evitar a ociosidade, praticar a temperança e a castidade, e fugir de todas as ocasiões de pecado: má companhia, diversões mundanas e pecaminosas etc.

A Inveja

A inveja é um vício pelo qual nós olhamos tudo que há de bem no nosso próximo como sendo mau, porque diminui nossa grandeza e nossa glória. Ou seja, não gostamos de ver alguém ser elogiado e nós não, não suportamos que tal pessoa tenha um objeto que nós não temos. No fundo, queremos ser sempre os mais notados e festejados. Vemos assim que a inveja nasce da soberba, que é aquela cegueira sobre nós mesmos. Pela inveja procuramos sempre atrapalhar o outro e nos alegramos quando o vemos atribulado.

Como a inveja nos leva a desprezar o próximo, ela é a origem de muitos pecados graves contra a virtude da Caridade, a qual nos leva a nos alegrar pelo bem que vemos no outro.

A inveja provoca:

- ódio - foi o ódio nascido da inveja que levou Caim a matar Abel

- murmúrio - a alma passa seu tempo a pensar mal dos outros.

- detração - ela já não pensa só contra seu próximo, mas tenta quebrar a reputação do outro.

A inveja se vence pela prática de duas virtudes: a humildade, que combate a origem da inveja que é a soberba; e a caridade fraterna, que combate as conseqüências da inveja.

A Gula

A gula é um apetite desordenado pela comida ou pela bebida. Esta desordem pode existir na alma de cinco modos.

- procurando desordenadamente comidas caras e diferentes (tipo)

- comendo em excesso (quantidade)

- demasiada atenção na preparação (qualidade)

- comendo ou bebendo de modo voraz e sem educação (modo)

- se preocupando demais com a hora da comida (precipitação)

Devemos combater o vício da gula por ser algo de muito animal e baixo. Mesmo que o pecado que ele provoca seja, às vezes, pecado venial. Mas a gula pode nos levar a cometer também pecados mortais, quando comemos ou bebemos a ponto de perder o controle de si, de passar mal, etc.

A gula provoca ainda:

- embriaguez.

- dissipação e dificuldade de se concentrar.

- dificuldade para estudar.

- fuga da vida de oração.

Pela virtude da Temperança procuremos moderar a nossa gula, considerando o quanto são mesquinhos e baixos os bens que ela nos traz.

A Ira

A ira é um estado de descontrole da paixão ou um desejo imoderado de vingança. O descontrole da paixão é a raiva, que chega a modificar nosso semblante; a vingança imoderada consiste em vingar-se quando não nos cabe vingar ou vingar-se de alguém que não nos fez nada que merecesse vingança.

A ira provoca ainda:

- indignação é nossa irritação contra alguém que achamos injustamente que está irritado conosco.

- maus pensamentos e juízos temerários.

- gritos e agitação.

- blasfêmias.

- acusações injustas.

- rixas e brigas.

Lembremos do exemplo de Jesus Cristo, manso e humilde de coração, e peçamos a Ele que faça o nosso coração semelhante ao seu. Diz ainda as Sagradas Escrituras: na vossa paciência, possuireis as vossas almas.

A preguiça e a tibieza

Este vício pode ser considerado de dois modos:

a) em geral: é a inclinação a procurar o repouso e o conforto do corpo: chama-se preguiça

b) em particular: é o tédio pelas coisas espirituais, pela oração e por tudo que nos aproxima de Deus: chama-se tibieza

No Antigo Testamento vemos como o povo hebreu sentiu saudades da escravidão do Egito e reclamou contra Moisés e contra Deus por terem fugido. E isso, apesar de todas as demonstrações de amor que Deus dava constantemente a eles: a travessia do Mar Vermelho, o maná, as perdizes, a água tirada da rocha, as curas milagrosas pela serpente de bronze etc. Esta atitude do povo hebreu mostra bem o que é a tibieza, e como nos prejudicamos quando nos afastamos do caminho da oração e do amor de Deus.

Como a tibieza opõe-se à Caridade, ela provoca um pecado mortal, pelo qual ofendemos a Deus, agimos contra o primeiro mandamento e recusamos os meios que Deus pôs a nosso dispor para alcançarmos a salvação.

A tibieza leva a alma aos seguintes pecados:

- desespero da salvação

- pusilanimidade é a atitude medrosa, fraca, envergonhada, diante das coisas de Deus e da Igreja, tanto no nosso coração quanto nas manifestações exteriores da nossa Fé.

- fraqueza no cumprimento dos Mandamentos.

- rancor e raiva contra os que nos chamam a atenção para que voltemos a rezar.

- ódio das coisas espirituais que impedem a alma de se soltar no pecado.

- atenção voltada para as coisas ilícitas, interesse por elas, desejo de as praticar.

Este vício é dos mais difíceis de se extirpar. O peso da alma é grande e a leva a cometer muitos pecados. É preciso fugir dele com todas as forças, pois cada dia ele cresce e se cria novas raízes na alma. Nunca deixar de rezar um pouco, mesmo que isso custe muito para a alma. Procurar com muita freqüência o confessionário e pedir ao padre ajuda para sair da escuridão. Confiar em Nossa Senhora e pedir a ela que devolva as forças da alma.

Estes são, então, os vícios capitais. Sabendo o que eles representam para a alma, procuraremos trabalhar pela prática das virtudes no sentido de diminuir sua ação. Isto porque deles brotam como de uma fonte muitos pecados.

Resta-nos agora estudar um pouco o que é um pecado e as diversas espécies de pecado.

v

O pecado

Podemos chamar um ato mau de pecado, ato pecaminoso, ou vício. Na verdade, vício significa um estado, uma inclinação ao mal, uma tendência a agir contra Deus e contra a lei. Já a palavra pecado significa um ato mau, ou seja, algo de concreto, existente de fato, com conseqüências maiores ou menores, de acordo com a gravidade do ato. Por isso podemos dizer que dos vícios (das tendências más) nascem muitos pecados. Uma vez a tendência ao mau presente na nossa alma (vício), se não lutarmos contra ela, agiremos mau neste caso e naquele outro (pecado).

Não é possível existir na nossa alma, ao mesmo tempo, as virtudes e pecados mortais. Um anula o outro. Sabemos que viver na virtude quer dizer possuir no coração a maior de todas as virtudes, que é a Caridade, junto à qual todas as outras virtudes vêm se abrigar. Quando cometemos um pecado mortal, estamos realizando um ato que contraria a Caridade, o amor de Deus. Apagamos do nosso coração esta virtude que nos trazia a presença de Deus tal como Ele existe no Céu. É evidente que, ao perder a Caridade, nenhuma outra virtude permanece na alma, pois sem a Caridade não há virtude alguma.

Assim, com um único ato de pecado, perdemos a Caridade, a Prudência, a Justiça, a Temperança etc. e todas as demais virtudes e dons do Espírito Santo. Que tragédia! Nada subsiste na alma daquela luz de Deus. Nosso batismo é jogado fora e preferimos viver como aqueles que não conhecem a Deus. A comunhão no Corpo e no Sangue de nosso Redentor passa a ser uma mentira e profanação, ou então abandonamos de vez a santa Comunhão. Quanto prejuízo por causa de quê? de alguma coisa muito grande, muito importante? Não! por causa de um prazer passageiro, que logo se transforma em enjôo; por causa de um minuto de fraqueza onde temos a evidência de toda a fraqueza da alma.

Esta é a realidade do pecado mortal. A situação da alma é tão grave (se ela morre com um único pecado mortal ela vai para o inferno) que Deus instituiu o sacramento da Confissão para devolver a alegria e a liberdade aos que se tornaram escravos do pecado. Nunca deixemos de nos confessar com freqüência, para que tenhamos força de resistir às tentações do maligno.

Quando pecamos

Existem dois critérios para saber quando um ato é pecaminoso: a lei da consciência e a lei eterna.

A nossa razão possui, dentro dela mesma, uma série de critérios que nos mostram quando um ato é bom e quando ele é mau. Estes critérios recebem o nome de Lei natural. Todos os homens nascem com a Lei natural no coração. Esta lei natural será embelezada, aprimorada, desenvolvida, pela reta educação, pelo catecismo verdadeiro, pela vida de família que recebemos dos nossos pais e mestres. Com isso, formamos nossa consciência para que ela possa sempre agir segundo a reta razão, segundo a consciência reta. Esta é a lei da consciência que nos leva a reagir prontamente sempre que vemos algo de errado, mesmo se não sabemos muito bem em quê consiste o erro. É essa mesma lei da consciência que nós consultamos quando fazemos nosso exame de consciência, antes da confissão: o que foi que eu fiz de errado, quais são os meus pecados?

Mas essa lei natural, da consciência, não basta como critério do certo e do errado. É preciso que possamos comparar nossa razão e a educação que recebemos com um modelo, e que este modelo nos dê total confiança, que possamos saber com certeza que não pode haver erro.

Mas será que nossos pais, nossos mestres, nossos padres, são tão bons que possamos confiar cegamente neles? É claro que devemos confiar muito neles, mas só Deus pode nos dar uma confiança total.

Por isso, a regra máxima do ato humano é a Lei Eterna, a Lei de Deus, não como ela se encontra na nossa consciência, mas como ela existe no próprio Deus.

A nossa consciência só poderá ser critério de bem e de mal na medida em que ela corresponder à Lei Divina. Se ela contrariar a Lei de Deus, evidentemente nossa consciência estará errada e o ato será mau.

Vemos então que todo pecado é um ato desordenado, ou seja, que contraria uma ordem, uma regra, uma lei. Vemos também como as regras que aprendemos em casa, no catecismo, na escola (na boa escola), não foram inventadas pelos homens só para nos aborrecer: elas vêm de Deus, por isso elas são santas, sagradas e devem ser respeitadas sempre. Quando confiamos em nossos pais, em nossos mestres ou nos padres, é porque sabemos que eles nos ensinam o que vem de Deus, para o nosso bem e para o bem de todos.

Divisões do pecado

Podemos dividir os atos pecaminosos de diversas maneiras:

Espirituais - pecados cometidos interiormente, no pensamento, por um sentimento ou um desejo.

Carnais - pecados cometidos com a participação do corpo, como os que são provocados pela gula ou pela luxúria.

Contra Deus - são os mais graves porque são feitos diretamente contra Deus. (blasfêmia, heresia, etc.)

Contra si mesmo - quando ferimos a regra da consciência certa. Fazemos algo que nós mesmos reprovamos.

Contra o próximo - como vivemos em sociedade, muitas vezes ofendemos ao próximo no nosso relacionamento com as outras pessoas.

por pensamento

por palavras

por atos



Essas divisões são apenas alguns detalhes de como devemos considerar os pecados, analisando nossos atos e nos arrependendo do que é mau. No fundo, o que conta é que tenhamos uma vontade firme de nunca ofender a Deus, de amá-Lo com tanto fervor que nunca aceitemos a morte da alma, como também não desejamos a morte do corpo. Todos os dias devemos pedir ao nosso bom Anjo da Guarda que nos proteja e nos aconselhe, para que na hora da tentação, daquele combate terrível que se passa no nosso coração, que saibamos reagir e vencer, com Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima.

Todos os dias devemos repetir com São Domingos Sávio: Antes a morte que o pecado.



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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

LOURENÇO, Dom. Apostolado Veritatis Splendor: OS VÍCIOS E OS PECADOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3140. Desde 21/11/2005.

sábado, 6 de junho de 2009

Os Sete Dons do Divino Espírito Santo






Oração


Senhor, vem dar-nos SABEDORIA,

que faz ter tudo como Deus quis.


Dá-nos, Senhor, o ENTENDIMENTO,

que tudo ajuda a compreender.


Senhor, vem dar-nos divina CIÊNCIA,

que como o Eterno faz ver sem véus.


Dá-nos, Senhor, o teu CONSELHO,

que nos faz sábios para guiar.


Senhor, vem dar-nos a FORTALEZA,

a santa força do coração.


Dá-nos, Senhor, filial PIEDADE,

a doce força de amar.


Dá-nos, enfim, TEMOR sublime

de não amá-lo como convém.



Cada um dos SETE DONS do Divino tem sua cor característica:

Azul = SABEDORIA
Prata = ENTENDIMENTO
Verde = CONSELHO
Vermelho = FORTALEZA
Amarelo = CIÊNCIA
Azul escuro = PIEDADE
Roxo = TEMOR DE DEUS




domingo, 10 de maio de 2009

Poema para as Mães




Mãe...

São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

(Mário Quintana)

FELIZ DIA DAS MÃES!!

sábado, 11 de abril de 2009

Os símbolos da Páscoa

As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais.
Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão.
Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio
pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja.
Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam
para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais.
O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".

Em muitas partes da Europa Central e Setentrional, é costume acender-se fogueiras no cume dos montes. As pessoas reúnem-se em torno delas e cantam hinos pascais.

Ainda temos como símbolos:
  • O cordeiro: que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho;
  • A cruz: que mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.

No Conselho de Nicea em 325 d.C, Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica; o pão e o vinho, simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus,oferecido aos seus discípulos.

O significado da Páscoa...



A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

Que nesta Páscoa a ressurreição de Cristo, seja manifestação divina e que todas as dores se transformem em alegria e toda tristeza em felicidade, e que nunca nos falte a força de lutar por dias melhores.

Feliz e abençoada Páscoa prá você e sua família !

domingo, 5 de abril de 2009

Domingo de Ramos



O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

Autor: Luis Alberto Massarote
Fonte: http://www.koinonialivros.com.br/massarote/domingo_ramos/domingo_ramos.html

Mistérios do terço

MISTÉRIOS GOZOSOS (Segundas e Sábados)

1º - No primeiro mistério contemplamos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora. (Lc 1, 28-38)
2º - No segundo mistério contemplamos a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. (Lc 1,43)
3º - No terceiro mistério contemplamos o nascimento do Menino Jesus em Belém. (Jo 1,14)
4º - No quarto mistério contemplamos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora. (Lc 2,34)
5º - No quinto mistério contemplamos a Perda e o Encontro do Menino Jesus no templo. (Lc 2,49)

MISTÉRIOS LUMINOSOS (Quintas-feiras)

1º - No primeiro mistério contemplamos o batismo de Jesus; (Mt 3,17)
2º - No segundo mistério contemplamos a revelação de Jesus nas bodas de Caná. (Jo 2,5)
3º - No terceiro mistério contemplamos o anúncio do Reino de Deus. (Mc 1,15)
4º - No quarto mistério contemplamos a transfiguração de Jesus. (Lc 9,29)
5º - No quinto mistério contemplamos a instituição da Eucaristia. (Jo 6,54)

MISTÉRIOS DOLOROSOS (Terças e Sextas-feiras)

1º - No primeiro mistério contemplamos a Agonia de Cristo Nosso Senhor, quando suou sangue no horto. (Mc 14,38)
2º - No segundo mistério contemplamos a Flagelação de Jesus Cristo atado a coluna. (Jo 19,1)
3º - No terceiro mistério contemplamos a Coroação de espinhos de Nosso Senhor. (Mc 15,17)
4º - No quarto mistério contemplamos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário. (Mt 16,24)
5º - No quinto mistério contemplamos a Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Jo 19,26-27)

MISTÉRIOS GLORIOSOS (Quartas-feiras e Domingos)

1º - No primeiro mistério contemplamos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor. (Mt 28,5)
2º - No segundo mistério contemplamos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu. (Mt 28, 20)
3º - No terceiro mistério contemplamos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria Santíssima no Cenáculo em Jerusalém. (Jo 16,13)
4º - No quarto mistério contemplamos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu. (Lc 1,49)
5º - No quinto mistério contemplamos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos. (Ap 12,1)

O que é indulgência?

A indulgência é a remissão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiél obtém, em certas condições, por meio da Igreja, a qual distribui e aplica o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados; pode ser aplicada aos defuntos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1471).
A doutrina e a prática das Indulgências estão ligadas aos efeitos do Sacramento da Penitência. O pecado tem dupla conseqüência. O pecado grave priva da comunhão com Deus e incapacita para a vida eterna: é a pena eterna do pecado. O pecado venial traz apego prejudicial às criaturas e exige purificação aqui na terra e depois da morte: é a pena temporal do pecado.
O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas. Portanto, estas são perdoadas pelo arrependimento unido `absolvição sacramental. Ao passo que as penas temporais permanecem: são perdoadas pela aceitação das provas e sofrimentos da vida, pelas obras de misericórdia e caridade, pela oração e práticas de penitências; e também pelas indulgências ( cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1471 - 1473).
A Indulgência se obtém através da Igreja que, com poder de ligar desligar concedido a ela por Cristo, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai a remissão das penas temporais devidas a seus pecados. Isso vale também para os fiéis defuntos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1478).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Rosário é a Oração da Paz




As dificuldades que o horizonte mundial apresenta, neste início de novo milênio, levam-nos a pensar que só uma intervenção do Alto, capaz de orientar os corações daqueles que vivem em situações de conflito e de quantos regem os destinos das Nações, permite esperar num futuro menos sombrio.

O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e « nossa paz » (Ef 2, 14). Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projeto de vida. Além disso, devido ao seu caráter meditativo com a serena sucessão das “Ave Marias”, exerce uma ação pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é um dom especial do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21).

Depois, o Rosário é oração de paz também pelos frutos de caridade que produz. Se for recitado devidamente como verdadeira oração meditativa, ao facilitar o encontro com Cristo nos mistérios não pode deixar de mostrar também o rosto de Cristo nos irmãos, sobretudo nos que mais sofrem. Como seria possível fixar nos mistérios gozosos o mistério do Menino nascido em Belém, sem sentir o desejo de acolher, defender e promover a vida, preocupando-se com o sofrimento das crianças nas diversas partes do mundo?

Como se poderia seguir os passos de Cristo revelador, nos mistérios da luz, sem se empenhar a testemunhar as suas “bem-aventuranças” na vida diária? E como contemplar a Cristo carregado com a cruz ou crucificado, sem sentir a necessidade de se fazer seu “cireneu” em cada irmão abatido pela dor ou esmagado pelo desespero? Enfim, como se poderia fixar os olhos na glória de Cristo ressuscitado e em Maria coroada Rainha, sem desejar tornar este mundo mais belo, mais justo, mais conforme ao desígnio de Deus?

Em suma o Rosário, ao mesmo tempo em que nos leva a fixar os olhos em Cristo, torna-nos também construtores da paz no mundo. Pelas suas características de petição insistente e comunitária, em sintonia com o convite de Cristo para « orar sempre, sem desfalecer » (Lc 18, 1), aquele permite-nos esperar que, também hoje, se possa vencer uma “batalha” tão difícil como é a da paz. Longe de constituir uma fuga dos problemas do mundo, o Rosário leva-nos assim a vê-los com olhar responsável e generoso, e alcança-nos a força de voltar para eles com a certeza da ajuda de Deus e o firme propósito de testemunhar em todas as circunstâncias « a caridade, que é o vínculo da perfeição » (Col 3, 14).

Papa João Paulo II
in: Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Tende Sal em Vós Mesmos - Santo Tomás de Aquino

Concede-me, Deus misericordioso,
que deseje com ardor o que Tu aprovas,
que o procure com prudência,
que o reconheça em verdade,
que o cumpra na perfeição,
para louvor e glória do Teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus,
e permite-me que conheça o que Tu queres que eu faça,
concede-me que o cumpra como é necessário
e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus,
que não me perca no meio da prosperidade
nem da adversidade;
não deixes que a adversidade me deprima,
nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça
para além do que conduz a Ti
ou de Ti me afasta.
Que eu não deseje agradar nem receie desagradar a ninguém,
exceto a Ti.

Amém.

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Para citar:

Apostolado Sociedade Católica: Tende sal em vós mesmos - Santo Tomás de Aquino. Disponível desde 29/02/08

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Manifesto Luterano de Dresden


Reconhecendo pontos essenciais da Doutrina Santa e Católica, um grupo de teólogos luteranos da Alemanha publicou um texto denominado Manifesto de Dresden, na revista Spiritus Domini em maio de 1982.

O texto é significativo, pois demonstra a idoneidade da Igreja Católica, bem como a Verdade nela contida e mantida fielmente desde Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fruto da luz divina que ilumina a razão, o manifesto demonstra claramente o nascedouro da plenitude da verdade em pessoas, que embora adeptas da Reforma Protestante, souberam entender as evidências históricas do Supremo Poder de Deus.

Quando essa Verdade Divina nascer por completo, aqueles que historicamente estão separados da única fé, estarão novamente presentes no seio da Mãe Igreja.

Alguns trechos:



Declaração Luterana Sobre Maria - O Manifesto de Dresden

"Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa das causas milagrosas solicitadas por sua intercessão. Estes fatos são tais que desafiam toda a explicação natural."

Sabemos, ou deveríamos saber, que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até hoje, 1200 curas ocorridas em Lourdes foram consideradas pelos médicos cientificamente inexplicáveis, todavia a Igreja Católica só declarou milagrosas 44 delas.

Nos últimos 30 anos, 11 mil médicos passaram por Lourdes. E todos eles, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem livre acesso ao Bureau des Constatatione Medicales. Por conseguinte, uma cura milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis. Qual é, pois, o sentido profundo destes milagres no plano de Deus? Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé na sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, "cristãos evangélicos", podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame?

Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica? Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Não nos arriscamos, talvez a cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não lhes dando atenção alguma?

Cristãos evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira? Não deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar para a nossa salvação?

Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano para nós mesmos e para o mundo inteiro. Grande responsabilidade nos toca. Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao largo e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus, que fala ao mundo pela mediação de Maria, e dar-lhes as costas unicamente porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais realidades.

Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe. Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que Ele nos oferece para a nossa salvação.

É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja Luterana, e para outras comunidades cristãs, examinar tais fatos e tomar uma posição objetiva. Este dever impõem-se também pelo fato de que a Mãe de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII. Sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã.

No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma.

Lutero honrou Maria até o fim de sua vida; santificava suas festas e cantava diariamente o Magnificat. Perdeu-se na Igreja Evangélica, em tempos posteriores à Reforma, todas as festas a Maria e tudo o que nos trazia sua lembrança. Estamos padecendo as conseqüências dessa herança de receio e temor. Entretanto, Lutero nos diz que nunca poderemos exaltar suficientemente a Mulher que constitui o maior tesouro da Cristandade depois de Cristo.

É, portanto, um profundo desejo de meu coração poder ajudar agora a que, da nossa parte, católicos evangélicos, Maria seja novamente amada e venerada como a Mãe do Nosso Senhor. E isso corresponde ao testemunho da Sagrada Escritura e também ao que o reformador protestante Lutero indicou. O temor de diminuir a glória de Jesus foi a causa de que as Igrejas Evangélicas se negassem à Maria a veneração e os louvores devidos.

Entretanto, temos que afirmar que, através da justa veneração que aos apóstolos e a ela corresponde, multiplica-se a glória e o louvor ao Senhor, porque foi Ele que a elegeu (e a fez) pela Sua Graça um instrumento seu. Jesus espera que veneremos Maria e a amemos. Assim nos diz a Palavra de Deus e esta é, portanto, a Sua Vontade. E só aqueles que guardam a Sua Palavra são os que amam verdadeiramente a Jesus (Jo 14, 23)."


Revista Luterana "Spiritus Domini", nº 05, maio de 1982

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Para citar:

Apostolado Sociedade Católica: Manifesto Luterano de Dresden. Disponível em: http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=94 Desde 26/02/08

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Mês da Bíblia






















Neste mês de setembro lembramos e celebramos a Palavra de Deus que é para nós fonte de vida e de salvação.

A Palavra de Deus é o fruto da comunicação entre Deus que se revela e a pessoa que acolhe e responde à revelação. Por este motivo a Bíblia é formada por histórias de um povo. Este povo teve o dom de interpretar sua realidade à luz da presença de Deus e compreender que a vida é um projeto de amor que parte de Deus e volta para Ele.

Ao responder a Deus com a própria vida, as personagens bíblicas viveram a Palavra de Deus e a deixaram para nós como herança viva.

Muitas pessoas fizeram a experiência de ser tocada pela Palavra de Deus. O apóstolo Paulo é um perfeito exemplo de pessoa que se entregou a ação de Deus a ponto de que sua própria vida fosse transformada em Palavra de Deus para todos os povos de todos os tempos.

Nós também somos chamados a tornar-nos Palavra de Deus. Somos convidados a fazer parte da história da Bíblia, a acolher a comunicação viva e eficaz de Deus em nossa vida.






Fonte: Ed. Paulinas

domingo, 19 de agosto de 2007

O Fundamento Antropológico da Família



A liberdade do "sim" se apresenta como liberdade de assumir o que é definitivo: a expressão mais elevada da liberdade não é então a busca do prazer, sem chegar nunca a uma autêntica decisão. Aparentemente, esta abertura permanente parece ser a realização da liberdade, mas não é verdade: a verdadeira expressão da liberdade é, pelo contrário, a capacidade de decidir-se por um dom definitivo, no qual a liberdade, entregando-se, volta a encontrar-se plenamente a si mesma. Em concreto, o "sim" pessoal e recíproco do homem e da mulher abre o espaço para o futuro, para a autêntica humanidade de cada um, e apo mesmo tempo está destinado ao dom de uma nova vida. Por este motivo o "sim" tem de ser necessariamewnte um "sim" que é também publicamente responsável, com o qual os cônjuges assumem a responsabilidade pública da fidelidade, que garante também o futuro para a comunidade.Nenhum de nós pertence asi próprio: portanto, cada um está convidado a assumir no mais íntimo do seu ser, sua própria responsabilidade pública. O matrimônio, como instituiçãoi, não é portanto uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, uma imposição desde o exterior na realidade mais privada da vida; é pelo contrário uma exigência intrínseca do pacto de amor conjugal e da profundidade da pessoa humana.

(Sobre a Família - Papa Bento XVI)

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Tenha Fé



Ensinou-nos o grande Mestre que a cada dia bastam suas próprias obras.
Por que, então, preocupar-se com o que poderá lhe acontecer?
Passamos um tempo enorme destruindo nossa felicidade preocupando-nos com coisas que nunca aconteceram.
Procure lembrar de momentos de sua vida nos quais as coisas se passaram exatamente dessa forma, ou seja, os acontecimentos desagradáveis não ocorreram.
Devemos, é verdade, estar preparados para contratempos que surjam, mas viver em função deles... isso não.
Esqueça-os, confie e acredite: com fé em Deus nada de ruim lhe sucederá.

( www.mensagemangels.com.br )

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Anjinho

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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Alguém te Ama




Alguém no dia de hoje já lhe deu carinho ou amor?
Alguém lhe tratou com respeito ou falou do seu valor?

Se nada disso foi feito, não fique triste desse jeito, pois o ser humano esquece e nem sempre reconhece o valor das pessoas...

Deus, contudo, jamais irá lhe esquecer.

Ele tem um grande amor por você, por mais que você não o veja e ele fisicamente não apareça.

Diariamente, ele está contigo e saiba que é o seu melhor amigo...

Você já disse no dia de hoje para alguém que o ama?
Você hoje já falou para Deus que depende dele e o adora?

Se nada disso está acontecendo, você não sabe o que está perdendo.

Quando nos damos, quando de nós saímos encontramos o sentido para a vida e a nossa existência fica mais florida...

(www.mensagensangels.com.br/alguem_te_ama.html)