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sábado, 8 de agosto de 2009

Maria é mãe de Deus

Autor: Fr. J. de Metz, O.P, retirado .do livro "Alocuções Legionárias", p. 38 - Dia: 01 de maio de 2008.


Toda vez que rezamos a Nossa Senhora, repetimos: "Santa Maria, Mãe de Deus... Santa Maria, Mãe de Deus...". Ao final de cada reunião, recitamos: "Acorremos à vossa proteção, santa Mãe de Deus...". Isto nos parece de todo natural. Contudo, já pensamos nesta situação incompreensível? Uma simples criatura, uma mulher, tornou-se Mãe do Deus Todo-Poderoso que criou o mundo e o qual nem o céu nem a terra podem conter!

Para que seu Filho fosse verdadeiramente homem, quis Deus que tivesse mãe. Escolheu-a entre todas. Encheu-a de graças. É a Imaculada. Para salvar os homens, o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria.

Jesus, a quem Maria concebeu por obra do Espírito Santo, que o deu ao mundo na gruta de Belém, a quem alimentou e educou e a quem obedeceu, este Jesus tão fraco e tão pobre, este Jesus é o Filho de Deus. Ele é Deus, Maria é, pois, verdadeiramente MÃE DE DEUS. Está, portanto, acima de todos os homens e mesmo de todos os Anjos. O Altíssimo a associou a seu plano de salvação. Maria tornou-se verdadeira Mãe de Cristo e mãe também de todos em que Cristo virá a viver.

Não se pode separar a mãe do filho. Por isso, Jesus quis mostrar-se e agir sempre com Maria. Na visitação, Ele santifica a João Batista desde o ventre de Maria. Quando os pastores e magos vão adorar a Jesus, encontram-no "com Maria, sua Mãe". Durante trinta anos, em Nazaré, dela não se afasta. A pedido seu, opera Ele o primeiro milagre em Caná. Finalmente, ao morrer na cruz, Maria também está presente para oferecer com Ele o sacrifício redentor.

Atualmente, no céu, Maria é sempre Mãe de Deus. Jesus é tão filho de Maria, como o era na terra. Conserva a perfeita deferência que sempre teve para com sua Mãe. Não resiste aos pedidos dela, quando intercede por nós. Mas estas súplicas de Maria estão sempre de acordo com a santa vontade de Deus, são para nosso verdadeiro bem, isto é, para nossa santificação e salvação.



Porque operou em mim

grandes coisas...

desde agora me chamarão bem-aventurada

todas as gerações

(Lc 1, 48-49)



http://www.legiomariae.kit.net/Canais/allocutio.htm#mariaemaededeus

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Virgem Maria: Refúgio dos pecadores

A Virgem Maria, como refúgio dos pecadores, cumpre um papel de capital importância no plano da salvação humana, protegendo maternalmente os filhos transviados

(Valdis Grinsteins)

A Virgem protege a criança da ação do demônio – Anônimo florentino, séc. XV, igreja do Espírito Santo, Florença (Itália)

Seria possível conceber algo aparentemente mais contraditório no plano de Deus do que nomear Nossa Senhora como auxílio daqueles que ofendem seu Divino Filho?

Em princípio, que relação poderia haver entre Aquela que é Imaculada — ou seja, sem mancha, nem sequer a do pecado original — e a humanidade falida e repleta de defeitos? Não seria acaso mais sábio dizer somente que a Virgem tem pena dos pecadores, mas não que é o refúgio deles? Refúgio não seria uma palavra forte demais, inaplicável para quem justamente deveria ser punido pela justiça divina? Se levarmos a palavra refúgio no rigor da lógica cartesiana, não chegaremos acaso à conclusão de haver algum tipo de cumplicidade entre a Santíssima Virgem e o pecador?
Todas essas perguntas são fruto de impressões erradas, sabiamente refutadas pela Santa Igreja, a qual não fica apenas nas aparências dos problemas, mas vai ao fundo deles. E com toda razão a Igreja nos ensina que Deus coloca a mais santa das criaturas como protetora das piores dentre elas.

Diversos graus de malícia

Existem vários tipos de pecador.

Há o que peca por fraqueza, porque não rezou ou não lutou suficientemente contra seus próprios defeitos. Trata-se de pecador miserável, mas que ao menos reconhece estar errado, não busca justificar o pecado, e em numerosos casos se arrepende, mesmo se volta depois a cair.

Um segundo tipo é aquele pecador que se instalou no pecado. Sua razão busca umas tais ou quais “justificações”: o pecado é inevitável, não temos forças mesmo, não adianta lutar contra as más inclinações, etc. Ignora o papel da graça, negligencia por completo a oração. E assim se instala em sua alma a tibieza espiritual, a indiferença criminosa, mortal a longo prazo.

Finalmente existe o pecador que se identifica com o pecado. Ele não só o comete, mas justifica-o, chegando ao ponto de não tolerar oposição a seus vícios. É o pecador endurecido.

Qual a posição da Santíssima Virgem com relação a esses tipos de pecadores?

A atuação de Nossa Senhora

Antes de entrar propriamente no tema, devemos esclarecer preliminarmente que a Santíssima Virgem tem uma submissão completa a Deus, ou seja, o plano de Deus é exatamente o mesmo d’Ela, em todos seus detalhes. Deus é o Ser perfeitíssimo, e ao mesmo tempo a própria justiça e a própria misericórdia subsistentes. Para nossa ótica humana, sobretudo na natureza decaída, é difícil entender como podem harmonizar-se estas duas qualidades na mesma pessoa. Por isso, razões por assim dizer didáticas levam a que Ele, que representa a justiça, deixe freqüentemente a representação da misericórdia nas mãos de sua Mãe. De fato a misericórdia d’Ela não é senão uma participação privilegiada da infinita misericórdia de Deus.

Nossa Senhora, em sua relação com o pecador, não procura esconder o pecado, nem dissimular sua gravidade, muito menos criar uma situação por onde a alma permaneça tranqüila na situação deplorável de pecadora. Isso não seria misericórdia, mas sim conivência. Ela vai, pelo contrário, suscitar na alma as boas reações que a levam ao arrependimento e a entender a necessidade da penitência.

É óbvio que o pecador do primeiro tipo, que peca por fraqueza, entenderá mais especialmente o papel de Nossa Senhora como refúgio. Após a turbulência do pecado, a consciência da própria falta pesará sobre ele e não o deixará em paz. Ao mesmo tempo, sua alma carregará uma tristeza pela derrota sofrida e um desejo errado de justificar-se. Estes dois elementos contraditórios se alternarão na sua mente, encherão seus pensamentos e levantarão uma tormenta espiritual, que pode ser terrível como tempestades marinhas. É a luta entre o bem e o mal, na qual o primeiro contra-ataca e o segundo quer assegurar o terreno conquistado.

Exatamente aqui entra o papel de Nossa Senhora como refúgio. A alma procura encontrar alguma ajuda externa que solucione a tragédia na qual se submergiu. Neste momento apresenta-se à sua mente a criatura por excelência que o pode ajudar. Não se mostra com uma atitude dura, como quem repreende, mas também não deixa transparecer qualquer cumplicidade. É a bondade materna, atraente, suave, conciliadora, compreensiva. A própria alma sente que Ela o entendeu, e Nossa Senhora comporta-se com a alma pecadora exatamente como a mãe de uma criança culpada. Primeiro ela a atrai a si, e logo, com paciência e bondade, vai lhe mostrando o erro cometido, com muita doçura. Procura raciocinar juntamente com a alma, e ao mesmo tempo que aponta o erro, mostra como saná-lo. Nossa Senhora sussura nessa ocasião a necessidade e a sabedoria do sacramento da confissão. A penitência que impõe o sacerdote não é um castigo que derruba e abate, mas sobretudo a escada que permite voltar ao alto.

A maternal proteção

Se analisarmos objetivamente a atuação de Nossa Senhora, não do ponto de vista do pecador, mas de Deus, constataremos que ela é de uma coerência perfeita: “Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva”, diz a Sagrada Escritura. Como obter isto? Justamente enviando alguém em socorro do miserável, de forma que mostre a ele sua triste situação, levando-o a pedir perdão e ao desejo de reparar o mal cometido. Nossa Senhora tem assim perfeitamente delineado seu papel no plano da salvação, como um elemento essencial. É a ferramenta que repara as imperfeições espirituais, o medicamento que cura a doença, o guia que mostra o caminho.

Poderia parecer que tais considerações não se aplicam aos pecadores do segundo tipo. O próprio fato de estarem instalados no pecado indicaria que não sofrem as tormentas espirituais do primeiro grupo. Na realidade, ninguém fica estável na vida espiritual, nem para o bem nem para o mal. Sempre estamos subindo ou descendo. Não há “ponto morto”. A ilusória tranqüilidade do pecador no pecado é só aparência. Ele está deslizando para o fundo do poço; de tempos em tempos dá-se conta do que acontece, e essa perspectiva o assusta. Sente em si capacidades para o mal, que vão aparecendo, tendências abomináveis que nascem dentro dele, instintos brutais e devastadores que assomam em seu horizonte. Ele mesmo se surpreende com o que pensa, com o que deseja, com o que gostaria de fazer; e nesses momentos sente-se como uma barca tragada por um torvelinho. Para ele, o refúgio é uma necessidade urgente, e tem que ser um refúgio que não questione a entrada, que não coloque dificuldades para ancorar lá sua barca, que está a caminho do naufrágio. Ninguém melhor do que Nossa Senhora para amparar tal alma, nesse momento. O próprio fato de Ela nunca ter pecado apresenta-se como o melhor antídoto para os horrores a que o homem sente sua alma atraída. A bondade materna de Nossa Senhora, ao aceitar o filho errado pelo fato de ser filho, é o que atrairá essas almas. E elas serão também orientadas para mudar sua vida.

E como fica o pecador endurecido? O que representa Nossa Senhora como refúgio para ele? Essa alma miserável, que mais do que outras atrai a ira de Deus, tem todas as razões para temer um desfecho violento e terrível, em vista de seus pecados. Com ele a Virgem atua, em geral, nas horas-chave, quando a iminência do desastre se anuncia no horizonte. Quando as portas da tragédia abrem-se para o engolir, quando o inferno já aparece como um destino selado, nesse momento a Virgem mostra-lhe que ainda há uma saída, que o perdão não está excluído se houver conversão, que Ela será mãe e defensora, que conseguirá o indulto aparentemente impossível. Ela brilhará especialmente para ele, pois trata-se de refúgio, palavra que adquire então todo o seu sentido confortador. Nada se compara com a defesa que a Virgem Imaculada empreende em favor dos piores pecadores nesses momentos supremos. É a glória da misericórdia no seu brilho mais completo, buscando a volta da ovelha perdida ao aprisco.

Peçamos a Nossa Senhora a graça de entender toda a beleza e sabedoria que se encontram nesse plano divino de transformar em refúgio dos mais endurecidos pecadores Aquela que é a mais excelsa das criaturas.


E-mail do autor: valdisgrinsteins@catolicismo.com.br

sábado, 27 de junho de 2009

“Maria mãe de Deus” - Theotokos



Theotokos (do grego Θεοτόκος), que significa "Mãe de Deus", é um título mariano utilizado especialmente pela Igreja Ortodoxa. Criado em virtude da promulgação do "Primeiro Dogma", o título foi o protagonista de uma série de disputas e discussões sobre a natureza Mariana. Segundo ele, Maria, mãe de Jesus não só concebera o primogênito segundo a intervenção divina como também concebera ao próprio Deus encarnado sob a forma humana.

Este título foi dado pela Igreja Cristã primordial no Concílio de Éfeso em 431. O significado teológico nesse momento foi enfatizar que o filho de Maria, Jesus, era completamente e em essência Deus, e também completamente humano, e que as duas naturezas (humana e divina) estavam unidas numa só pessoa da Santíssima Trindade. A visão contrária no concílio era a de que Maria devia ser chamada Christokos', "Mãe de Cristo". Esta posição, advogada por Nestor, então Patriarca de Constantinopla, pretendia restringir o papel de Maria a ser só a mãe da "humanidade de Cristo", e não da natureza divina.

A versão de Inácio de Antioquia, contraposta à de Nestor de Constantinopla, era a de que não podia ser só Cristokos, já que assim sendo, Jesus teria nascido como qualquer ser humano normal e chegado em determinado tempo a Deus Filho, assim sendo duas pessoas numa só, uma divina, outra humana.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ave-Maria em Oito Idiomas



Português

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
E bendita sois vós entre as mulheres e
bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores,
agora e na hora de nossa morte.
Amém.
Latim

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum:
Benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Jesu.
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora mortis nostrae.
Amen.
Italiano

Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te.
Tu sei benedetta tra le donne e
benedetto è il frutto del tuo seno Gesù.
Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori,
adesso e nell'ora della nostra morte.
Amen.
Espanhol

¡Dios te salve, María! Llena eres de Gracia, el Señor es contigo.
Bendita eres entre todas las mujeres, y bendito es el fruto de tu vientre, Jesús.
Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros, los pecadores,
ahora y en la hora de nuestra muerte.
Amén.
Francês

Je vous salue, Marie, pleine de grâce! Le Seigneur est avec toi.
Tu es bénie entre toutes les femmes et Jésus, le fruit de tes entrailles, est béni.
Sainte Marie, Mère de Dieu, prie pour nous, pauvres pécheurs,
maintenant et à l'heure de notre mort.
Amen.
Inglês

Hail Mary, full of grace! The Lord is with thee;
Blessed are thou among women, and blessed is the fruit of thy womb, Jesus.
Holy Mary, Mother of God, pray for us, sinners, now and at the hour of our death.
Amen.
Alemão

Gegrüßet seist du, Maria, voll der Gnade, der Herr ist mit dir.
Du bist gebenedeit unter den Frauen, und gebenedeit ist die Frucht deines Leibes, Jesus.
Heilige Maria, Mutter Gottes, bitte für uns Sünder
jetz tund in der Stunde unseres Todes.
Amen.
Esperanto

Saluton, Maria, grace plena! La Sinjoro estas kun vi.
Benata vi estas inter la virinoj, kaj benata estas la frukto de ventro via, Jesuo.
Sankta Maria, Dipatrino, pregxu por ni, pekuloj,
nun kaj en la horo de morto nia.
Amen.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Maio - Mês de Maria





Jesus na Sua agonia quis entregar-nos como filhos a Maria, Sua Mãe.

Ele sabia que fracos como somos, precisaríamos sempre de uma poderosa intercessão junto dEle e também, que seria preciso alguém como nós, para nos chamar ao caminho e avisar permanentemente das nossas fraquezas, dos nossos defeitos, das nossas distrações, da nossa falta de tempo para a oração.

Por isso, logo nesse momento, Jesus, quis deixar-nos como mãe a Sua Mãe, sabendo já que ao longo dos anos A iria enviar ao mundo, para nos avisar e exortar à oração, à piedade, à conversão.

Sabendo e conhecendo o coração de mãe e o coração de Sua Mãe, sabia perfeitamente que ao entregar-nos como filhos a Maria, Esta nunca mais deixaria passar um momento que fosse, sem que intercedesse por nós, colocando-nos permanentemente frente ao Seu amor e à Sua misericórdia.

Jesus conhecia já, que a Mãe Lhe iria pedir para visitar os Seus filhos, para os acompanhar e avisar dos perigos e obstáculos dos caminhos do mundo.

Sabia bem que a todos Ela estenderia a Sua mão e a todos mostraria o Seu Filho Salvador, na esperança eterna que nem um só dos seus filhos se perdesse.

Jesus conhecia aquele amor de Mãe e sabia que esse amor era inesgotável, pois tinha nascido dEle próprio.

Conhecia Sua Mãe e por isso, sabia que Ela se entregaria totalmente aos Seus filhos, se entregaria totalmente à humanidade, como no momento em que sabendo Sua prima Isabel grávida, tudo tinha deixado para a ir ajudar e servir.

Ah, Aquela Sua Mãe!!!

Jesus via nitidamente todas as lágrimas que Ela iria chorar por aqueles Seus filhos perdidos nas suas fraquezas.

E Ele não resistia às lágrimas de Sua Mãe!!!

Por isso lhe disse:

«Mãe, entrego-te todos como teus filhos e dou-te um coração imenso onde todos caberão, todos os dias».

Maria então abriu os braços e disse:

«Vinde a mim meus filhos, encostai-vos ao meu peito. Se estiverdes comigo, estareis sempre com Jesus, porque eu nunca largo a Sua mão, nem mesmo quando desço ao mundo para vos avisar que se vos afastardes do caminho, vos afastais de Jesus, vos afastais do meu regaço e assim me é mais difícil proteger-vos daquele que vos quer perder».

E assim todos os dias sorrindo, Ela olha para Jesus e diz-Lhe:

«Vê como são bonitos, vê como Te desejam tanto, mas são tão fracos. Meu Jesus adorado, não olhes às suas fraquezas, mas apenas ao Teu amor e tem misericórdia dos meus filhos».

Joaquim Mexia Alves Monte Real

sábado, 2 de maio de 2009

Maria, Mãe da Igreja!


"Para a glória da Virgem e para o nosso conforto, proclamamos Maria Santíssima Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis quanto dos pastores, que a chamam de Mãe amorosíssima. E queremos que, com este título suavíssimo, seja a Virgem doravante ainda mais honrada e invocada por todo o povo cristão."

(Papa Paulo VI, em discurso de encerramento da terceira sessão do Concílio Ecumênico Vaticano II, em 21/11/1964. Alguns anos mais tarde, no dia 15 de março de 1980, o título foi acrescentado à Ladainha lauretana, logo depois da invocação "Mãe de Jesus Cristo".

"Existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. E a pessoa que une esses dois momentos é Maria.”

(Papa João Paulo II na encíclica Redemptoris Mater,n.24, que leva o sugestivo título: A Bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho.)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Maria, a mulher do Gênesis ao Apocalipse!

Por Mônica Luzia Alves
Fonte: Comunidade Emaús - Brasília

Maria é alvo freqüente de ataques por nossos irmãos separados. Muitos, até, com ódio de nossa Mãe. Que filho suporta ouvir absurdos de sua mãe? Jesus é filho de Maria. Como fica seu coração com tais atitudes?

A exegese atribui a MULHER do Gênesis também a Maria: ?Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a dela; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar? (Gn 3,15). Maria é a mulher que pisa na cabeça da serpente. Pela desobediência, Eva nos trouxe a morte, mas Maria, com sua obediência, nos trouxe a Salvação: Jesus.

Maria, com seu SIM e humildade, ESMAGA a cabeça da serpente, derrota Satanás. ?Maria tornou-se a nova Eva, Mãe dos viventes? (CIC 511). Maria foi concebida sem pecado. Seu corpo não poderia ser manchado com o pecado original, pois iria receber o Salvador, o Verbo que se fez Carne em seu ventre! Seu corpo foi templo do Filho de Deus, Sacrário vivo.

Maria foi escolhida por Deus desde a eternidade! Quem somos nós para menosprezar esta escolha? Desde o Antigo Testamento Maria é anunciada! ?Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel? (Isaías 7, 14).

Maria é Mãe de Deus, pois Jesus é Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus! (CIC 484-507). Maria teve em seu ventre O Homem e Deus! Como separar o corpo do espírito? Maria não deu à luz um monte de ossos, mas um corpo com carne e espírito! Deu à Luz o Filho de Deus: Jesus.

O anjo Gabriel a chama Bem Aventurada, cheia de Graça, diz que Deus está com ela! Deus falou assim a algum profeta ou iluminado? Maria sempre humilde, obediente, modelo de fé. Entregou-se à vontade de Deus! "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 28). O Espírito de Deus estava com ela. O anjo disse a Maria que Isabel estava no 6º mês de gravidez e Maria viajou cerca de 120 km para servi-la. Maria foi serva: serva de Deus, de Isabel, de Jesus, dos discípulos de Jesus. Lembrem-se, Isabel não sabia que Maria estava grávida. Ninguém sabia, nem José! Quando Maria a saúda, Isabel grita: "Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?" (Lc 1, 43-44). Maria, cheia do Espírito Santo, saúda-a e Isabel fica cheia do Espírito Santo. Maria foi canal da Graça e Espírito de Deus! Maria repleta do Espírito Santo, diz: ?desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas?(Lc 1, 46-56). Como desprezar estas palavras? Hoje muitos as esqueceram!

Muitos esquecem que ela carregou e adorou Deus em seu ventre. Qual é a mãe que desde o Ventre não cuida de seu filho? Quando bebê, Maria fez Jesus dormir, esperou que Ele dormisse e, nesta espera, adorava Deus ao lado de sua cama. Maria foi a maior adoradora de Jesus que existiu! Ela O adorou no ventre, na infância, adolescência, quando adulto, no calvário, e quando ressuscitado!

Maria conviveu com Jesus por 33 anos. Os apóstolos e seus discípulos só estiveram com Ele por cerca de três anos! Como ignorar estes 33 anos? Tudo que Jesus sentiu Maria sentiu! Qual a mãe que não sente as dores e as alegrias do filho? "E uma espada transpassará a tua alma" (Lc 2, 35). Alguém pode imaginar a dor de Maria ao ver seu Filho inocente e justo sendo chicoteado, maltratado, morto na cruz? Doeu, mas ela não murmurou, apenas confiou na vontade do Pai, entregando seu sofrimento a Ele.

Em Caná, comovida com a situação dos noivos, intercedeu por eles. Jesus disse que sua hora ainda não chegara, mas Maria vê a necessidade, e diz aos serviçais: ?Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2, 3?5). Jesus atende o pedido de sua Mãe e antecipa Sua hora. Inaugura-se a intercessão de Nossa Senhora, da Mulher, da cheia de Graça diante de Deus.

Maria é exemplo de silêncio e humildade para todos nós. Ela ?Guardava e meditava tudo em seu coração? (Lc 2, 51). Ela, sempre com Jesus, acompanhou tudo de perto, em silêncio. Quando Jesus a vê aos pés da cruz, Ele doa sua mãe à humanidade, entrega Maria como Mãe dos viventes. "Mulher, eis aí teu filho. Filho: ?Eis aí tua mãe?. ?E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa? (Jo 19, 26-27). Devemos, como João, levar Maria para casa, para cuidar de nós e levar-nos em direção ao Seu Filho.

Maria é a mulher do Gênesis ao Apocalipse! "Uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro? (Ap 12, 1). Quem usa coroa, senão uma rainha? Maria é Rainha do Céu e da Terra!

Satanás tem ódio de Maria, de sua obediência, de sua humildade! ?E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra contra os seus descendentes, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus? (Ap 12,17). Ele sabe que não tem forças contra Deus ou Maria, por isso nos ataca, nós, os descendentes d?Ela, que seguimos os mandamentos de Deus. Maria passa à nossa frente, nos defendendo, pois ?Vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa devorar? (I Pe 5,8). Somos vencedores com Maria pela Ressurreição de Jesus, pois somos a Igreja de Cristo e ?as portas do inferno não prevalecerão contra ela? (Mt 16,18).

Levemos Maria para casa, pois o Leão tem medo de Maria! Maria é guerreira! Na Guerra espiritual o inimigo sabe que Maria é vitoriosa com Jesus.

Defendamos nossa Mãe. Quem ao ouvir falar de sua mãe não a defende? Defendemos Maria de duas maneiras: com uma arma muito forte, a oração do Rosário; e fazendo que mais filhos tornem-se devotos de Nossa Senhora. Rezemos mais o terço e consagremos nossas vidas a Nossa Senhora!

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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

ALVES, Mônica Luzia. Apostolado Veritatis Splendor: ?MARIA, A MULHER DO GÊNESIS AO APOCALIPSE?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2884. Desde 19/07/2004

A Santíssima Virgem e o Apóstolo São João

Por Bíblia de Navarra

No que diz respeito a Nossa Senhora, o apóstolo São João se encontra em situação privilegiada, ao confiar-lhe Jesus o cuidado de Sua Mãe quando está para morrer na Cruz. Ela estará desde então a seu lado. A João, como a nenhum outro, pôde falar a Santíssima Virgem de tudo aquilo que guardava no seu Coração (Lc 2,51).

Em Maria, diz o Evangelho, o Verbo Se fez carne. O próprio Filho do Eterno Pai faz-Se Filho do Homem, para que assim os filhos dos homens cheguem a ser filhos de Deus. O Canto da consolação,(Is 40,1-11) - falava da vinda de Deus aos que sofriam, pois Deus guiaria pessoalmente o Seu povo num novo êxodo para a Terra Prometida. Ao dizer que o Verbo Se fez carne, a figura da Mãe de Deus oculta-se discreta entre linhas. É o papel ordinário de Maria no Evangelho: passar despercebida, especialmente nos momentos de glória do Filho. Depois, como nenhuma outra criatura, participará do triunfo glorioso de Cristo, e será também, São João quem no-La descreve em todo o seu esplendor: «Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher ves¬tida de sol, e sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas» (Ap 12,21)

Em João 2,1-11 narram-se as bodas de Caná, e em 19,25-27 a presença de Maria Santíssima no Calvário. Ambos os relatos tem entre si um claro paralelismo: a Virgem é designada como a Mãe de Jesus, e o Senhor chama-lhe «Mulher». Também, tanto em Caná como no Calvário, se fala da hora de Jesus. No primeiro caso, como de algo que ainda não tinha chegado, e, no segundo, como de uma realidade já presente. Essa «hora de Jesus» marcará toda a Sua vida até culminar na Cruz (Jo 7,30; 8,20).

«Quando Ele realizou tudo o que julgou conveniente realizar - afirma Santo Agostinho-, então é quando chegou a hora assinalada: por Sua vontade e não pela necessidade, pelo Seu poder e não por exigência alguma» (In Ioam Evang.8,12).

Por seu lado, diz o Doutor Angélico que «se entende a hora da Paixão não como imposta pela necessidade, mas determinada pela divina Providência» (Comentário sobre S. João,2,3)

O que à primeira vista aparece no relato das bodas de Caná é a delicada caridade da Virgem Santíssima e a sua fé absoluta no poder de Jesus. Além disso, no fundo, significa que Maria intervém aqui, tal como no Calvário, intimamente vinculada à Redenção messiânica. Assim, Jesus ao converter em vinho a água destinada às purificações rituais dos judeus, insinua o começo dos tempos messiânicos. Com efeito, o vinho simboliza nos oráculos proféticos os tempos do Messias, quando os lagares estarão repletos de bom vinho (Am 9,13), e no monte Sião se celebrará um banquete de manjares suculentos e de vinhos olorosos (Is 25,6).

O próprio Jesus fala do fruto da videira que se beberá no Reino (Mt 26,29), e contrapõe o vinho novo ao vinho velho (Mc 2,22). Por outro lado, o banquete das bodas de Caná evoca o banquete dos desposórios de Yahwéh com a filha de Sião, que significa a Antiga Aliança, (Is 54,4-8) assim como os desposórios de Cristo com a Igreja significam a Nova Aliança (Ef 5,25) aludidos também em algumas parábolas . Assim, pois, a figura da Santíssima Virgem e as palavras que se referem a ela há que contemplá-las à luz do sentido messiânico de toda a perícopa.

São João contempla a Maternidade divina de Maria em toda a sua plenitude, sendo Mãe não só da Cabeça mas também de todos os membros do Corpo Místico de Cristo. Por isso, em vez do nome de Maria, no quarto Evangelho utilizam-se os títulos de «Mãe de Jesus» e de «Mulher», que têm um significado peculiar, relacionado com a sua maternidade espiritual; neste sentido chama Jesus em Caná a Sua Mãe «Mulher» (Jo 2,4).

E igualmente em 19,25-27, onde o Evangelho fala da presença de Nossa Senhora no Calvário; aqui, como em Caná, as palavras do Senhor têm um sentido mais profundo do que à primeira vista poderia parecer. Depois de ter confiado a João o cuidado de Maria, Jesus dá por consumada a Sua missão antes de morrer (19,28); então «já» estava tudo cumprido e não antes.

A proclamação de Maria como Mãe do discípulo amado entra, pois, a fazer parte da obra salvífica, que, nesse momento, fica consumada. Portanto, além de um ato de piedade filial, trata-se de algo mais transcendente: a maternidade espiritual de Maria. Este é o momento em que a corredenção da Virgem Mãe adquire toda a sua força e sentido. Agora sim que advertimos como Maria esteve unida com Jesus, agora a maternidade divina de Nossa Senhora atinge toda a sua magnitude, agora a Virgem Santíssima é constituída Mãe espiritual de todos os crentes. O discípulo amado representa aqueles que seguirão o Mestre e no apóstolo João recebem Maria Santíssima como Mãe.

A palavra «Mulher» implica, além disso, certa solenidade e ênfase: a maioria dos autores inclinam-se à ver neste título uma clara alusão ao «proto-evangelho» (Gen 3,15),onde se fala do triunfo da mulher e da sua linhagem sobre a serpente. Tal alusão, além de estar avalizada pelo próprio texto (o uso do termo «Mulher»), é confirmada pelas interpretações dos Santos Padres, que falam do paralelismo entre Eva e Maria, semelhante ao que se dá, entre Adão e Cristo (Cfr Rom 5,12-14). Efectivamente, na Morte de Cristo temos o triunfo sobre a serpente, pois Jesus ao morrer redime-nos da escravidão do demônio.

"Mors per Evam, vita per Mariam, a morte veio-nos por Eva, a vida por Maria" (S. Jerônimo, Epistola ad Eustochium, PL 22,408).

"A primeira Eva _ ensina Santo Ireneu - desobedeceu a Deus, a segunda, pelo contrário, obedeceu-Lhe; assim a Virgem Maria pôde ser advogada da virgem Eva" (Adversus haereses,5,19,1).

Nossa Senhora «cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça» (Lumem Gentium, n.61). Assim Ela «continua no céu a exercer a sua missão maternal com os membros de Cristo, pela qual contribui para gerar e aumentar a vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos» (Credo do Povo de Deus, n.o 15. )

Comenta Orígenes: «Atrevemo-nos a dizer que a flor das Escrituras são os Evangelhos e a flor dos Evangelhos é o de São João. Mas ninguém saberá compreender o seu sentido se não repousou no peito de Jesus e recebeu Maria como Mãe. Para ser como João, é preciso poder, como ele, ser mostrado por Jesus como outro Jesus. Com efeito, se Maria não teve outros filhos além de Jesus, e Jesus diz a Sua Mãe: 'Eis aí o teu filho' , e não 'eis aí outro filho', então é como se Ele dissesse: Aí tens Jesus, a quem tu deste a vida'. Efectivamente, qualquer pessoa que se identificou com Cristo já não vive para si, mas Cristo vive nele (cfr GaI2,20), e visto que nele vive Cristo, dele diz Jesus a Maria: 'Eis aí o teu filho: Cristo'» (In Ioann. Comm., 19,26-27. 138 Rom 6,1-14.)

Recebemos pelo Batismo, pela participação na Morte e Ressurreição de Cristo (Rom 6,1-14), o dom da filiação divina (Jo 1,12-13), mas para chegar a viver essa identificação com Jesus «é preciso unirmo-nos a Ele pela fé, deixando que a Sua vida se manifeste em nós, de maneira que se possa dizer que cada cristão é, não já alter Christus, mas ipse Christus, o próprio Cristo!» (Cristo que passa, n. 104).

Introdução ao Evangelho segundo São João – Bíblia de Navarra – Edições Theologica – Braga – 1994 – pag.1109 – 1113.

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Para citar este artigo:

NAVARRA, Bíblia de. Apostolado Veritatis Splendor: A SANTÍSSIMA VIRGEM E O APÓSTOLO SÃO JOÃO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5678. Desde 14/04/2009.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Maria na Renovação Carismática



A Virgem estava presente no cenáculo (At. 1,14). Lucas menciona-a explicitamente na comunidade reunida no cenáculo: a única que ele nomeia pessoalmente junto dos Doze, a única "entre as mulheres" (Lc. 1,42).

1. Maria é o modelo da Igreja na sua receptividade ao Espírito Santo, que projeta Cristo no povo de Deus. Este papel de protótipo impõe-se numa comparação: Lucas, historiador do nascimento da Igreja, nos Atos 1-2, é também o evangelista do nascimento de Cristo em Lc 1-2. Ele apresenta aí a Anunciação como um proto-pentecostes, o Pentecostes de Maria. Os termos que ele emprega para caracterizar os dois acontecimentos são idênticos: "O Espírito Santo descerá sobre vós" (At.1,8).

Será isto intencional? Mais profundamente, é estrutural. A vinda do Espírito suscita o mesmo arrebatamento: visitação para Maria, missão dos Apóstolos nos Atos. Em ambas as narrações, as personalidades saem do lugar fechado onde se realizou a manifestação do Espírito: a casa de Maria (Lc.1,28) e a casa do Pentecostes (At 1,13;2,2). Em ambos os casos, a vinda do Espírito é seguida de um testemunho à base de louvor: o Magnificat (Lc.1,46-56), e a explosão de louvor dos discípulos enfrentando a multidão (At.2,4-13).

A comparação não é, portanto, artificial. Maria é o protótipo da Igreja na sua nova relação com o Espírito Santo, para a interiorização de Cristo e o seu nascimento no mundo.

2. É Maria glossólalia (pessoa que reza em línguas)?
Maria é, neste sentido, o protótipo, não só dos carismas em geral, mas também da oração em línguas que caracteriza o Movimento do Pentecostes. Onde Lucas diz: "TODOS ... começaram a falar noutras línguas", pode-se objetar a sua tendência para a generalização, ao empregar liricamente esta palavra: "todos". Contudo, no grupo mencionado em Atos 1,13-14, Maria é a única personagem nomeadamente designada com os Apóstolos. Ela aparece, portanto, implicada em primeiro plano nesta oração de louvor coletiva (At 2,4-13) bem distinta da exortação de Pedro (2,14-36).

3. Será ela também profeta ?
O que confirma e precisa esta conclusão é que Lucas, autor do Evangelho da infância e dos Atos 1-2, manifesta Maria no exercício do carisma da profecia: quando ela canta o Magnificat (Lucas 1,46-56), precisamente depois da efusão do Espírito que "desceu sobre ela". É de sublinhar que se trata de uma profecia tecida de expressões Bíblicas, análoga ao tipo de profecias que renascem hoje e que são também poemas à base do louvor.

Em resumo, o importante é que Maria é o protótipo da Igreja, e mais especialmente o modelo na sua relação com o Espírito e do impulso carismático de toda a vida eclesial, posta em evidência pela teologia pós-conciliar.

O Renovamento do Pentecostes reencontra também a Virgem Maria, como modelo pneumatológico e carismático, como profeta e glossólalia, numa confirmação da mesma certeza: a Virgem Maria tem um lugar, discreto sem dúvida, mas importante, incontestável, nas fundações do cristianismo e na Comunhão dos Santos.

Maria exclamou :

"A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilde condição da sua serva.
De fato, desde agora todas as gerações me chamarão ditosa, porque me fez grandes coisas o Onipotente.

É Santo o Seu nome e a Sua misericórdia vai de geração em geração para aqueles que O temem .... (Lc. 1,46-50)

René Laurentin (teólogo séc. XX)
in "Pentecotisme chez les Catholiques" (pub. Pneuma, nº3)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As Dores do Coração de Maria Santíssima

Terço das dores atuais da Virgem Maria

Sinal da Cruz… Creio...

Oração a Jesus Crucificado:

Eis-nos aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos apresentar as Dores daquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Jesus, que nós saibamos aproveitar a lição que essas dores nos dão, para que realizando a Vossa Santíssima Vontade na Terra, possamos um dia no Céu Vos louvar por toda a eternidade. Amen.

Primeira Dor: "Quando recebo, por meio de Jesus Crucificado, um filho sob meus cuidados, e ele não me recebe..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Segunda Dor: "Quando preencho a vida deste filho com sinais para ser notada e invocada como protectora e ele não me vê..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Terceira Dor: "Quando, apesar disso, derramo algumas graças sobre este filho e ele considera que as recebeu por merecimento e esforço próprio..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Quarta Dor: "Quando me vejo com grandes bênçãos e graças para doar a este filho mas não posso dá-las porque um coração orgulhoso está distante do amor e da misericórdia de Deus..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Quinta Dor: "Quando este filho começa a ser dominado por Satanás e nenhum dos meus outros filhos, principalmente os meus sacerdotes, se interessam em interceder por ele..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Sexta Dor: "Quando Satanás dominou totalmente a vida do meu filho e nenhum dos meus outros filhos reza por ele..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Sétima Dor: "Quando meu filho perde a vida e deixa de ser meu filho..."
- Vede, ó Jesus, que são as dores d'Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
- Pai Nosso, 7 Ave Maria, Glória

Oração Final:
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós vos pedimos que junteis os vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, o vosso divino Filho, a quem nos dirigimos, pelos méritos das vossas dores de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a salvação eterna. Ó Virgem dolorosa, que as vossas dores derrubem o império infernal. Amen
Salve Rainha...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nossa Senhora da Piedade




Prefácio por Carlos Eduardo Maculan

A Cabeça Padeceu, tomou sobre Si todas as dores do mundo. A Cabeça sofreu, angustiou-se, tomou a Cruz! A Cabeça foi flagelada, ultrajada; tão desfigurada que já não tinha mais aparência humana. Dor de Cristo Cabeça da Igreja! Sofrimento Redentor porém brutal; experimentou o abandono, experimentou a suprema humilhação: O maior de todos, a quem obedece os Céus e a terra tornou-Se o menor de todos. A Cabeça Sofreu, Padedeu e Sangrou até a morte.

A Cabeça Sofreu, o Corpo Igreja sofre unido à pungência da dor inenarrável da Mãe Puríssima e Piedosa. O Filho sofre dor de morte para que o Coração Imaculado da Mãe experimentasse a dor das dores, tomando sobre o Si o Filho que tomou sobre Ele o julgo do pecado! O Corpo sofre junto com a Cabeça, junto com o Coração Imaculado!


Nossa Senhora da Piedade
Jesus é depositado nos braços de sua Mãe

por Plinio Corrêa de Oliveira

A Redenção se consumou. Vosso sacrifício, Senhor Jesus, se fez inteiro. A Cabeça da Igreja, que sois Vós, sofreu quanto tinha de sofrer. Restava aos membros do corpo padecer também. Junto à Cruz estava Maria Santíssima. Para que dizer uma palavra que seja, sobre o que Ela sofreu? Parece que o próprio Espírito Santo evitou descrever a pungência da dor que inundava a Mãe como reflexo da dor que superabundou no Filho.

O Profeta Jeremias, num tópico de suas Lamentações, colocou na boca do Redentor o seguinte brado de aflição, que este proferiria em Sua Paixão: ‘Ó vós todos, que passais pelo caminho, atentai e vede se há dor semelhante à minha dor’ (Jer. I, 12).

Isto pode aplicar-se também à dor de Nossa Senhora. Só uma palavra a pode descrever: não teve igual em todas as puras criaturas de Deus.

Nossa Senhora da Piedade! É assim que o povo fiel invoca Nossa Senhora quando A contempla, sentada, com o cadáver do Filho divino ao colo. Piedade, porque toda Ela não é senão compaixão. Compaixão do Filho. Compaixão dos filhos, porque Ela não tem só um filho. Mãe dEle, tornou-se igualmente Mãe de todos os homens. E Ela não tem apenas compaixão do Filho, mas também dos filhos.

Ela olha para nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. E sorri para nós no perigo, chora conosco na dor, alivia nossas tristezas e santifica nossas alegrias.

O próprio do coração de Mãe é uma íntima participação em tudo que faz vibrar o coração dos filhos. Nossa Senhora é nossa Mãe. Ela ama muito mais cada um de nós individualmente, ainda que seja o mais miserável e pecador, do que poderia fazê-lo o amor somado de todas as mães do mundo por um filho único. Persuadamo-nos bem disto.

É a cada um de nós. É a mim. Sim, é a mim, com todas as minhas misérias, minhas infidelidades tão asperamente censuráveis, meus indesculpáveis defeitos. É a mim que Ela ama assim. E ama com intimidade. Não como uma Rainha que, não tendo tempo para tomar conhecimento da vida de cada um dos súditos, acompanha apenas em linhas gerais o que eles fazem.

Ela me acompanha em todos os pormenores de minha vida. Ela conhece minhas pequenas dores, pequenas alegrias, meus pequenos desejos. Ela não é indiferente a nada.

Se soubéssemos pedir, se compreendêssemos a importunidade evangélica como uma virtude admirável, saberíamos ser minuciosamente importunos com Nossa Senhora! E Ela nos daria na ordem da natureza, e principalmente na ordem da graça, muitíssimo mais do que jamais ousaríamos supor.

Nossa Senhora da Piedade! Tanto valeria, ou quase, dizer Nossa Senhora da Santa Ousadia. Porque o que mais pode estimular a santa ousadia – ousadia humilde, submissa e conformada de um miserável – que a piedade maternal inimaginável de quem tudo possui?”

Fonte: Revista Catolicismo

Com Excelso Amor por Izabel Filippi
Pro Catholica Societate

© Copyright Sociedade Católica

Para citar:

OLIVEIRA, Plinio Corrêa. Apostolado Sociedade Católica: Nossa Senhora da Piedade. Disponível em http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=314 Desde 01/09/08