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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Deus não desiste de você

Apesar do seu pecado, Deus não desiste de você, nunca desistiu. Nas famílias, aquele filho, o mais arteiro, aquele que está bebendo, cheirando [cocaína]... o pior dos filhos é para quem a mãe dá mais amor, não é verdade? Pai e mãe não nos conhecem? Para eles precisamos falar que estamos tristes? Eles conhecem nossa voz ao telefone. Deus é igual a esse pai e a essa mãe e conhece todos os nossos erros; até os que nós fizemos na semana passada, eles já sabem, pois nos conhecem. Deus o ama e quando vê você o ama do jeito que é.

Quantas decepções em sua vida? Muitas vezes, em nossas vidas, as pessoas que mais amamos nos ofenderam e disseram: “Você não vale nada! Não presta! É um mau filho”. Deus o acolhe do jeito que você está: você que perdeu o amor próprio e que se acha indigno do amor do Pai. Talvez você se veja hoje como a pessoa que menos mereça o amor do Senhor. Ninguém merece mesmo, isso prova de que maior é o amor.

Durante muito tempo eu ia comungar e ficava naquela crise, pensando: “Senhor, eu sou pecador. Eu confessei ontem e já pequei de novo”. Mas, mesmo assim, eu ia para a procissão da comunhão, rezando: “Não comungo porque mereço, isso eu sei, ó meu Senhor, comungo, pois preciso de Ti. Quando faltei à Missa, eu fugia de mim e de Ti. Mas agora eu voltei, por favor, aceita-me”.

O demônio faz você sentir que não merece Deus e o afasta da Eucaristia. Na verdade, você está fugindo de sua consciência, fugindo do Senhor. Quando a pessoa está com anemia o que ela mais precisa fazer é comer, e é o que ela menos quer fazer. O pecado faz isso: você peca e não vai mais à Missa, é como dizer: “Eu não vou ao hospital, porque estou doente”.

Deus nos dá sempre uma nova chance. Faz anos que acompanho monsenhor Jonas, e vendo meus erros, meus limites, muitas vezes, eu quis ir embora. E por causa do amor de Deus, por causa de um abraço de um irmão, eu não fui. O demônio vai querer isolá-lo, fazer com que você falte à Celebração Eucarística e não procure a Deus Mas é em comunidade que você vai crescer e amadurecer.

O Senhor quer uma atitude sua. Não o estou acusando, mas não posso negar que Deus está me usando para que você saia do marasmo que está sua vida. Jovens tão bonitos, mas sem vida, porque não perdoam, porque estão secos por dentro.

Deus está levando você a ter um encontro com a cruz. E, diante dela [cruz], coloque todas as pessoas as quais você precisa perdoar e também as que você matou em seu coração. Entregue sua vida para Jesus hoje!

Diácono Nelsinho Corrêa

Aceitação da Vontade de Deus

PAI, SEJA FEITA a vossa vontade assim na terra como no Céu… E preparamos a alma não só para realizar o querer divino, mas também para amar o que Deus faz ou permite. Quando os acontecimentos ou as circunstâncias não permitem que escolhamos, é Deus quem escolhe por nós. É nessas situações, às vezes humanamente difíceis, que devemos dizer com paz: “Tu o queres, Senhor?… Eu também o quero!” Podem ser ocasiões extraordinárias para confiarmos mais e mais em Deus.

Essa vontade divina que aceitamos pode chamar-se sofrimento, doença ou perda de um ser querido. Ou talvez sejam situações trazidas pelo dia-a-dia ou pelo decorrer dos dias: as limitações da idade que começa a deixar as suas marcas, o salário insuficiente, uma profissão diferente da que teríamos desejado, mas a que devemos dedicar-nos com amor porque as circunstâncias nos levaram a ela e já não é possível abandoná-la, as aspirações nobres não realizadas, o fracasso por um esquecimento ou erro ridículo, os mal-entendidos…, a aceitação de si mesmo, sem que isso afogue o desejo de superação e, sobretudo, de crescimento nas virtudes. Então também nós poderemos dizer:

Dai-me riqueza ou pobreza,
dai consolo ou desconsolo,
dai-me alegria ou tristeza [...].
Que quereis fazer de mim?

O que queres de mim, Senhor, nesta circunstância concreta, e nessa outra?

A aceitação alegre da vontade divina sempre dará paz à nossa alma e, no plano humano, evitará desgastes inúteis, mas muitas vezes não suprimirá a dor. O próprio Jesus chorou como nós. Na Epístola aos Hebreus lemos que nos dias da sua carne, ofereceu preces e súplicas com grandes brados e lágrimas. As nossas lágrimas, quando se trata de um acontecimento doloroso, não ofendem a Deus; pelo contrário, movem-no à compaixão.

“Disseste-me: – Padre, estou passando muito mal.

“E eu te respondi ao ouvido: – Põe aos ombros uma partezinha dessa cruz, só uma parte pequena. E se nem mesmo assim podes com ela…, deixa-a toda inteira sobre os ombros fortes de Cristo. E repete desde já comigo: “Senhor, meu Deus! Em tuas mãos abandono o passado e o presente e o futuro, o pequeno e o grande, o pouco e o muito, o temporal e o eterno”.

“E fica tranqüilo”.

Além disso, o Senhor quer que, com a amorosa aceitação do querer divino, lancemos mão também de todos os meios humanos ao nosso alcance para sairmos dessa má situação, se for possível. E se não o for, ou se demorar a resolver-se, abraçaremos com força o nosso Pai-Deus e poderemos dizer com São Paulo: Estou inundado de alegria no meio de todas as nossas tribulações. Nada poderá tirar-nos a alegria.

A nossa Mãe Santa Maria é o modelo que devemos imitar, dizendo com Ela: Faça-se em mim segundo a tua palavra. Que se faça, Senhor, o que Tu queres e como o queres.

Fonte: Falar com Deus

Leigos, instrumentos da nova evangelização

No âmbito da tripla dimensão dos estados da Igreja - clerical, religioso e laical - e do postulado central da eclesiologia de comunhão que evidencia a participação de todos os cristãos na plenitude do mistério eclesial, os leigos representam um conjunto muito alargado do povo de Deus, com a particularidade de receberem o apelo da sua missão de cristão no interior das estruturas sociais do mundo.

"Todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, segundo a medida do dom de Cristo." (Lumen Gentium,32).

Os membros das comunidades recebem gratuitamente a força de Deus, no Espírito - os carismas - com o objetivo de, através de uma prática de serviço comum, contribuir para a edificação da comunidade. A disponibilidade para responder ao apelo de Deus, assumindo um papel na diversidade dos serviços a prestar aos outros em contextos históricos específicos, confere aos leigos uma missão que se vai projectar a partir das estruturas organizacionais da sociedade, no sentido de proporcionar a sua transformação segundo a vontade de Deus.

"Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente das mais variadas tarefas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização. A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores - mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos "mass media" e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento". (Evangelii Nuntiandi,70)

Como participantes de um mundo de grandes injustiças, onde cada vez mais se extremam a riqueza e a miséria, os leigos vivem no interior de uma sociedade em rápida transformação, partilhando os problemas e as dificuldades dos destinatários da evangelização. Nesta vivência social os cristãos leigos são convocados para o serviço, constituindo-se como testemunhos vivos do Senhor.

Ser santo: uma necessidade!

Que nossa vida seja expressão do que rezamos

"Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (I Tessalonicenses 4,3).

Conta-se que, quando Madre Teresa de Calcutá visitou os Estados Unidos, houve uma disputa entre motoristas que queriam transportá-la de um evento ao outro. O profissional, contemplado com essa missão, depois relatou aos demais o seguinte: "Nunca rezei tanto na vida, era um terço após o outro... Sempre ela sugeria que rezássemos...".

Quando ouvi esse relato, lembrei-me de uma entrevista dada por essa grande figura que marcou o mundo em nosso tempo. Quando lhe perguntaram se ela não se incomodava em ser chamada de “santa” por pessoas do mundo inteiro, ela respondeu: "Ser santo não é um privilégio, é uma necessidade!" Parece que as histórias se completam.

Uma mulher que era dinâmica diante do mundo, também era plena de dinamismo na força do Espírito. N'Ele, com certeza, encontrava forças para prosseguir na missão. Não rezava pedindo milagres, mas era portadora de milagres para tanta gente por meio de uma vida de caridade e oração.

Creio que ser santo consiste em viver esta fé em forma de cruz. Verticalidade e horizontalidade nos compromissos por um mundo melhor, por uma antecipação do Paraíso, ao menos, do que de nós depender. Ser santo indica ser “são”, “ser curado”. À medida que vamos alcançando maturidade na vida, vamos deixando o que não compensa e perseverando no essencial, e isso é processo de cura.

Quando entramos no caminho de Deus, pela vida da comunidade, num encontro contínuo com o Senhor Ressuscitado, seja pela Eucaristia e demais sacramentos, seja pela solidariedade para com os irmãos, vamos alcançando nossa estatura em Cristo (cf. Efésios 4,13). Essa foi e é a experiência de todos os santos.

O Amor de Cristo nos impele e nos impulsiona, como afirma o apóstolo Paulo (cf. II Coríntios 5,14).

Que nossa vida seja expressão do que rezamos! Que nossas preces sejam expressões do que amamos! Que impulsionados pelo amor de Cristo e na força do Espírito, possamos progredir no caminho da verdadeira santidade!

Que, desde já, pela nossa fé católica, vivamos a comunhão dos santos, pois já agora, fazemos parte da família de Deus, dos santos e santas por Ele chamados e amados!

Pe. Rinaldo Roberto de Rezende
Cura da Catedral de São José dos Campos

Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé !

“Deus deixa-se ver por aqueles que são capazes de vê-lo por terem os olhos da alma abertos. Porque a verdade é que todos têm olhos, mas alguns têm-nos cobertos de trevas e não podem ver a luz do Sol. E a luz solar não deixa de brilhar por haver cegos que não vêem; e portanto a escuridão que os envolve deve-se atribuir unicamente à sua falta de capacidade de ver”(1). Devemos ter em conta – para nós mesmos e na nossa ação apostólica – que, não raras vezes, o grande obstáculo para que se aceite a fé ou uma vida cristã coerente são os pecados pessoais não perdoados, os afetos desordenados e as faltas de correspondência à graça. “O homem, levado pelos seus preconceitos ou instigado pelas suas paixões e pela má vontade, pode não só negar a evidência dos sinais externos que tem diante dos olhos, mas também resistir e afastar as inspirações superiores que Deus infunde na sua alma”(2)

Só por meio da oração é que conseguiremos vencer determinados obstáculos, superar tentações e ajudar muitos amigos a chegarem a Cristo. Comentando esta passagem do Evangelho, São Beda explica que, ao ensinar aos Apóstolos como devia ser expulso um demônio tão maligno, Jesus nos indicava como devemos viver, e como a oração é o meio de vencermos até as maiores tentações. E acrescenta que a oração não consiste apenas nas palavras com que invocamos a misericórdia divina, mas também em tudo o que fazemos em favor de Nosso Senhor, movidos pela fé(3). Todo o nosso trabalho e todas as nossas obras devem ser, pois, oração transbordante de fé.

Peçamos a Deus com freqüência que no-la aumente. Quando na ação apostólica os frutos demorarem a chegar, quando os defeitos pessoais ou alheios parecerem uma muralha intransponível, quando nos virmos com poucas forças para aquilo que Deus quer de nós: Senhor, aumenta-nos a fé! Os Apóstolos pediam assim quando, apesar de verem e ouvirem o próprio Cristo, sentiam a sua confiança fraquejar.

“E dirigimos igualmente esta súplica a Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, Mestra de fé: Bem-aventurada tu que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas (Lc 1, 45)”(4)

(1)Pio XII, Enc. Humani generis, 12-VIII-1950
(2)São Teófilo de Antioquia, Livro I, 2, 7
(3)cfr. São Beda, Comentário ao Evangelho de São Marcos
(4)Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 204

Fonte: http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp

Evangelizar é fazer Jesus acontecer

O Evangelho é uma pessoa: Jesus morto e ressuscitado. A Boa Nova é uma pessoa: Jesus morto pela nossa redenção e ressuscitado para a nossa vida nova. Evangelho não são verdades, mas a Verdade-Pessoa: Jesus. Evangelho não é livro, não são palavras, não são mensagens. Evangelho é Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor, morto e ressuscitado. Eis a Boa Nova! Eis o Evangelho! Eis a notícia maravilhosa, a supernotícia.

Evangelizar é fazer Jesus acontecer na vida de alguém, como aconteceu na vida de Zaqueu. E fazer Jesus Vivo entrar na vida de uma pessoa a ponto de a transformar. A expressão "fazer Jesus acontecer" pode parecer um tanto incomum, dura aos ouvidos, fora da linguagem evangelizadora. No entanto, revela a profundidade do acontecimento interior, no coração humano, quando Jesus acontece.

Jesus é o maior acontecimento da história da humanidade! A história é dividida em duas etapas: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). Jesus é o maior acontecimento da humanidade exatamente porque, com a Sua vinda como Salvador, como Redentor, fez acontecer à reconciliação da humanidade com Deus e gerou a possibilidade de salvação para todos os homens.


Pela mesma razão, Jesus pode ser o maior acontecimento da vida de uma pessoa. Quando Jesus é aceite como Deus, Salvador e Senhor, e entra no coração de uma pessoa, um grande acontecimento envolve a sua vida e pode deixar marcas maravilhosas para sempre.

"Fazer Jesus acontecer" é apresentar a pessoa de Jesus ressuscitado de uma forma tão viva, tão fascinante, tão envolvente, tão forte e convincente que o ouvinte fique impressionado, desejoso de conhece-lo, de acolhe-l0 e de se render a Ele. E isso é evangelizar.

"Fazer Jesus acontecer" é provocar um encontro tal entre Jesus Ressuscitado e uma pessoa que esta fique marcada pela personalidade, pelas qualidades, pelas maravilhas da pessoa de Jesus. Eis a evangelização.

"Fazer Jesus acontecer" é anunciar Jesus de tal forma que os corações se abram a Ele e esse encontro se torne um acontecimento marcante na história das pessoas. Isto é evangelizar.

Quando Jesus acontece, a pessoa entra em processo de evangelização. Quando Jesus acontece profundamente no coração, a pessoa é evangelizada. Aliás, a pessoa evangelizada não será nunca mais a mesma!

Pe. Alírio José Pedrini, SCJ
in: "Evangelizar é fazer Jesus acontecer", ed. Pneuma