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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Santos: intercessores e exemplos de vida
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sábado, 13 de março de 2010
A parábola dos talentos
sábado, 28 de novembro de 2009
São Tiago della Marca
domingo, 18 de outubro de 2009
São Lucas Evangelista

São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, ele é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Atos dos Apóstolos.
Um médico, São Lucas é tido como sendo um grego da Antiópia (moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 DC e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio as costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante sua prisão.Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon.
É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornada missionarias pelas varias passagens no "Atos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 DC, Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Atos" relatam que foi martirizado, embora vários escolares acreditam que isto seriam lendas não confiáveis.
Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e se acredita que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria em especial o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas seriam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.
Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que freqüentemente fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníaco (Lu 4:31-37) e seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da vviuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).
Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Somente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus, antes de Seu ministério público.
Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado.
Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores. Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã).Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.
Lucas também escreveu os "Atos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Atos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Atos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com os escolares São Euzébio e São Jerônimo, os Atos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo.
O evangelho teria sido escritos entre 70 e 85 DC, possivelmente na Grécia .Os atos do apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 DC, demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.
Certas passagens dos Atos escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia".
Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.
Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.
As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.
De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.
Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.
Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.
Sua festa é celebrada no dia 18 de outubro.
http://www.cademeusanto.com.br/sao_lucas.htm
sábado, 17 de outubro de 2009
São Geraldo Magela

Nasceu em 23 de abril de 1725 na cidade de Muro, Itália, filho de um alfaiate que morreu quando Geraldo tinha apenas 12 ,deixando sua família na pobreza. Desde criança deseja seguir a careira religiosa e tentou entrar para a Ordem dos Capuchinhos mas sua saúde não permitiu, mas algum tempo depois conseguiu entrar como irmão para a ordem dos Redentoristas, servindo como sacristão, jardineiro, porteiro e enfermeiro.
Ficou famoso pelos seus dons supernaturais como mestre, profecias, extasies, visões e notável conhecimento. Embora não fosse um padre, os seus conselhos espirituais eram procurados pelos clérigos e comunidades de irmãs nas quais ele dava conferencias. Ele tinha grande sucesso em converter pecadores e ficou famoso pela sua santidade e caridade.
Quando em 1754 foi acusado falsamente de ser o pai do filho de uma mulher gravida –Néria Caggiano- ele apenas fez uma oração e a mulher se arrependeu, retratou e o inocentou. Assim começou a associação de São Geraldo como padroeiro da gravidez. Notável leitor de mentes e de consciências. Ele foi enviado a Nápoles e logo sua casa foi inundada de visitas desejando vê-lo e ouvir seu conselhos e assim alguns meses mais tarde ele foi enviado para Caposele.
Diz a tradição que vários se converteram graças aos conselhos e que curava vários doenças apenas com a sua benção e oração. Vivia em uma pequena cela no convento, na maior humildade e seu ultimo desejo consistiu de uma pequena nota na porta de sua cela que dizia: "Aqui o desejo de Deus é feito como Deus quer, quando e enquanto quiser" .
Morreu em 1755 de tuberculose na Itália e logo o seu túmulo se tornou um local de peregrinação e vários milagres são creditados a sua intercessão.
Foi canonizado em 1904 pelo Papa Pio X .
É o padroeiro da gravidez, dos falsamente acusados, das boas confissões e da maternidade.
Sua festa é celebrada no dia 16 de outubro
http://www.cademeusanto.com.br/sao_geraldo.htm
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Santa Edwiges

Nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de nobres, foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.
Aos 12 anos ela se casou com Henrique, príncipe da Silésia (atual região da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos Domingos, Terças, Quintas e Sábado. Nas Quartas e Sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.
Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo. Junto com o marido construiu Igrejas, Mosteiros, Hospitais, Conventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século 13. E ainda mantinha as famílias unidas.
Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo papa Clemente 4º. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Tereza de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados.
Izabel Aparecida de Barros
Jornal Santa Edwiges
izabelbarros2002@yahoo.com.br
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
São Galo
Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours.
Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe.
Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese.
Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.
Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.
Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.
Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã.
http://www.dihitt.com.br/noticia/sao-galo
domingo, 23 de agosto de 2009
São Luís, Rei de França - 25 de agosto.
Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto.
Luís IX rei de França de 1226 a 1270, nasceu em Poissy em 25 de abril de 1214, filho do rei Luís VIII e da rainha Blanche de Castile. Seu pai morreu em 126 e Blanche serviu com regente defendendo o trono com considerável energia e sabedoria. Luís casou-se com Margarete de Provence, França em 1234 ( o casal teve 11 filhos) e Luís assumiu o poder em 1234. Ele terminou com varias revoltas no sul da França e derrotou o Rei Henry III da Inglaterra em 1242 e adicionou as suas terras as da França.
Em 1248 Luís embarcou na Sétima Cruzada e foi feito prisioneiro pelos Sarracenos em El Mansur no Egito. Após pagar o resgate para ele e seus homens ele foi para a Terra Santa e lá ficou até 1254 quando Blanche morreu. Após voltar a França ele continuou a aumentar o poder da França enquanto construía numerosos edifícios religiosos e instituições educacionais inclusive a igreja de S.Chapelle em Paris para guardar as relíquias sagradas.
Ele é conhecido como o protetor do povo comum, e serviu como mediador de questões e tratados entre outras nações. Luís manteve a paz, diminuiu os impostos e melhorou o sistema legal para que o povo mais simples tivesse acesso as leis e ao sistema legal e foi o patrocinador de vários monumentos arquitetónicos e entusiasticamente construiu ou ajudou a construir casas para a Ordem dos Mendicantes.
Ele defendia os ideais mais nobres dos governantes Medievais. Em 1270 Luís de novo, saiu em uma nova Cruzada, mas na Tunísia contraiu tifo e veio a morrer perto de Tunis no dia 25 de Agosto. Foi canonizado em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303).
- Abaixo transcrevemos a famosa carta testamento dele para o seu filho:
Carta testamento de São Luis, Rei de França ao seu filho.
Meu querido filho , minha primeira instrução é que você ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração e toda a sua força .
Sem isso não há salvação. Mantenha-se longe de tudo que Deus não goste ou seja de qualquer pecado mortal. Permita-se ser atormentado por todo e qualquer martírio antes de você cometer um pecado mortal. Se Senhor permitir que você seja testado, aceite com gratitude e com força de vontade, considerando que está acontecendo para o seu bem e talvez você venha de merecer. Se o Senhor tirar de você qualquer tipo de prosperidade agradeça-O humildemente e cuide para que você não se torne pior por causa disso, ou por vaidade ou orgulho ou qualquer outra coisa, porque você não pode se opor a Deus e nem questiona-LO nos seus presentes e dons.
Seja bom de coração e bondoso aos pobres, desafortunados e os aflitos. Dê a eles a maior ajuda que puder e os console se conseguir.
Agradeça a Deus por todos as graças e benefícios que Ele der a você, e faça valer a pena receber maiores graças e benefícios futuros.
Sempre fique do lado dos pobres e não dos ricos até ter certeza da verdade.
Seja devoto e obediente a nossa mãe a Igreja de Roma e ao Supremo Pontífice como seu pai espiritual.
Concluindo queridíssimo filho, eu dou a você todas as bênçãos de um pai que ama pode dar a um filho.
E que a Santíssima Trindade e todos os santos protejam você de todos os demônios. E possa o Senhor dar a você a graça de ser servido e honrado através de você e que na próxima vida nós possamos, juntos, vê-LO, ama-LO e louva-LO sem cessar.
Amém.
São José Calazans - 25 de agosto.

Conhecido também como Jose Calazanctius.
Nasceu em 11 de setembro de 1556 em Peralta, Barbastro, Aragon, Espanha, no castelo de seu pai.
É padroeiro das escolas de crianças, escolas para pobres e estudantes pobres.
Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto
Mais novo de cinco filhos de Dom Pedro Calazans e Donna Maria Gastónia. Sua mãe e um irmão morreram quando estava ainda na escola. Estudou em Estadilla, na Universidade de Lereda, em Valença, e em Alcala de Henares. Graduou-se em Leis canônicas e em Teologia. Seu pai desejava que ele fosse um soldado, casasse e constituísse família. Mas uma doença muito grave em 1582 fez com que José examinasse seriamente sua vida, e sentisse uma chamada à vida religiosa.Ordenado em 17 de dezembro de 1583.
Pároco em Albarracin. Secretário do Bispo e confessor. Examinador e procurador. Notável pregador. Religioso muito zeloso implantou maior disciplina no clero da região.
Vigário Geral em Templo, Espanha. Depois de uma visão, doou grande parte de sua herança e renunciou ao restante e viajou para Roma em 1592. Trabalhou com Ascanio, Cardeal de Colonha como conselheiro teológico e espiritual do cardeal e trabalhou diretamente com as vitimas da praga de 1595. Milagrosamente não contraiu a terrível doença.
Membro da Confraria para a Doutrina Cristã. Tentou colocar as crianças pobres e desabrigadas na escola. Os professores mal pagos se recusaram a trabalhar com estudantes novos sem aumento do salário. Assim em novembro de 1597 José e mais dois companheiros fundaram uma pequena escola para crianças pobres. Em breve ele supervisionava diversos professores e centenas de alunos.Em 1602 eles reorganizaram o ensino na comunidade e mudaram para o Palácio de Torres com muito mais salas. Em 1621 a comunidade foi reconhecida como a Ordem religiosa “La Sciole Pio” e José se foi indicado como superior da Ordem: “Os Piaristas”
A comunidade encontrou muitos obstáculos: a amizade de José com o astrônomo Galileu o provocou certos problemas com alguns bispos da Igreja. Alguns governantes objetavam que educar os pobre poderia provocar agitação futura. Outras Ordens que trabalharam com os pobres ficaram receosas de serem absorvidas pelos Piaristas.
Mas o grupo continuava tendo a aprovação papal e continuava a fazer o seu extraordinário trabalho.
Já idoso, José viu sua Ordem ser quase extinta. Foi acusado de incompetente pelo Padre Mario Sozzi que foi escolhido como novo Superior. Quando Sozzi morreu em 1643 foi substituído pelo Padre Cherubino que seguiu o mesmo curso de Sozzi, quase acabando com a Ordem. Felizmente uma comissão papal examinou José e o liberou das acusações e o re instalou como a Superior da Ordem em 1645.
Mas os problemas continuaram, e em 1646 o Papa Inocêncio X dissolveu a Ordem e colocou os padres sob a jurisdição dos bispos locais.Os Piaristas se reorganizaram em 1656, oito anos após a morte de Jose.
Foram restaurados os trabalhos como Ordem Religiosa em 1669 e seu bom trabalho continua até os dias de hoje.São José Calazans faleceu no dia 25 de agosto de 1648, em Roma de causas naturais e foi enterrado em São Pantaleone, Roma.
Beatificado em 18 de agosto de 1748 Pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de junho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.
domingo, 16 de agosto de 2009
São Roque - 16 de agosto.

Roque nasceu em 1295, também conhecido como São Rock e Seemie-Rookie
Provavelmente nasceu em Montpellier, França e todos ficaram estupefactos com o fato dele ter uma cruz vermelha marcada no seu peito. Ele devotou a sua vida a cuidar das vitimas de doenças pestilentas. De acordo com a tradição ele estava numa jornada na Itália, quando na cidade de Aquapendente encontrou quase todos com a praga. Ele curou a todos com apenas um sinal da cruz nos doentes e foi para Modena, Parma e Mantua onde ele repetiu os milagres. Ele passou três anos em Roma rezando na tumba dos apóstolos, e no caminho de casa ele contraiu a praga e não querendo ocupar uma cama no hospital foi para floresta para morrer. Mas um cão o encontrou e levou um pão para ele. No dia seguinte o dono do cão notou que este levava um pão a boca, e o seguiu, e encontrou santo. Roque acabou curado e deixando o seu benfeitor convertido. Ai passou um tempo em Piacenza curando seu povo.
Ao chegar em casa não foi reconhecido e foi preso como espião disfarçado de peregrino. Teria ficado preso por cerca de 5 anos.Um dia apareceu morto na cela e seu primeiro milagre pós morte foi o de curar o seu carcereiro que era manco de nascença e sarou ao tocar com o pé em São Roque para ver se estava dormindo ou morto. Ao ser despido para ser enterrado foi reconhecido pela sua marca de nascença, a cruz no peito.
Sua canonização foi rápida porque no Consilho de Constance a praga ameaçava a cidade e os delegados rapidamente pediram a São Roque sua proteção. A praga cessou e o seu culto foi imediatamente aprovado.
Suas relíquias foram trasladadas para Veneza. Reverenciado como uma proteção contra as pragas e doenças especialmente na França e partes da Itália. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado na companhia de um cão ou como um peregrino com chapéu, capa e botas e as vezes com um bastão. As vezes é mostrado com o cao lambendo as feridas.
Padroeiro das vitimas das pragas e doenças e protetor dos cães.
No Brasil, a principal Igreja consagrada a São Roque, encontra-se na cidade de São Roque, no Estado de São Paulo. Lá se venera uma autêntica relíquia de uma parcela do braço de São Roque.
Sua festa é celebrada no dia 16 de agosto.
http://www.cademeusanto.com.br/sao_roque.htm
sábado, 8 de agosto de 2009
O legionário leva toda a sua vida em união com Maria
Cada legionário viverá sua devoção a Maria, tanto através de séria meditação que fará sobre ela, como por seu contínuo cuidado de fazê-la entrar em sua vida. Tal é a instrução solene que recebe da Legião. Deve tê-la por um dos deveres essenciais, quiçá o mais importante de todos.
A criança, ainda no ventre da mãe, vive inteiramente dela, mas não o sabe. Vive também o legionário de contínuo no seio de Maria, mas deve fazê-lo voluntariamente. E como?
Deus mesmo criou essa dependência total do cristão com respeito a Maria. Porém, caso colaborarmos de todo o coração, tal dependência será muito mais benéfica. Só através desta união e colaboração íntima aparecerão em nós as maravilhas de santidade prometidas.
Começará o legionário por consagrar-se com fervor a Nossa Senhora. Renovará com freqüência a consagração com as palavras: "Sou todo vosso, ó rainha e mãe minha, e tudo que tenho vos pertence" ou por outra fórmula semelhante.
Depois, em suas orações, na missa, sobretudo rezando o terço, a alma do legionário deve procurar estar perto de Maria, reviver com ela os mistério da redenção, pois os viveu já como salvador.
Que todos os trabalhos quotidianos do legionário se realizem em Maria. Que em tudo tenha Nossa Senhora no espírito. Que a veja atuar, que a imite, que lhe peça a graça de fazer as suas ações com o mesmo coração que ela. Então Maria não estará apenas junto a seu legionário; estará, por assim dizer, nele. Por intermédio dele, ela rezará e trabalhará.
Destarte, a alma do legionário se encherá de tal forma da imagem e do pensamento de Maria, que será uma com a alma de Mara.
Que minha alma se identifique com o amor de Maria!
http://www.legiomariae.kit.net/Canais/allocutio.htm#olegionariolevatodaasuavidaemuniaocommaria
Maria é mãe de Deus
Toda vez que rezamos a Nossa Senhora, repetimos: "Santa Maria, Mãe de Deus... Santa Maria, Mãe de Deus...". Ao final de cada reunião, recitamos: "Acorremos à vossa proteção, santa Mãe de Deus...". Isto nos parece de todo natural. Contudo, já pensamos nesta situação incompreensível? Uma simples criatura, uma mulher, tornou-se Mãe do Deus Todo-Poderoso que criou o mundo e o qual nem o céu nem a terra podem conter!
Para que seu Filho fosse verdadeiramente homem, quis Deus que tivesse mãe. Escolheu-a entre todas. Encheu-a de graças. É a Imaculada. Para salvar os homens, o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria.
Jesus, a quem Maria concebeu por obra do Espírito Santo, que o deu ao mundo na gruta de Belém, a quem alimentou e educou e a quem obedeceu, este Jesus tão fraco e tão pobre, este Jesus é o Filho de Deus. Ele é Deus, Maria é, pois, verdadeiramente MÃE DE DEUS. Está, portanto, acima de todos os homens e mesmo de todos os Anjos. O Altíssimo a associou a seu plano de salvação. Maria tornou-se verdadeira Mãe de Cristo e mãe também de todos em que Cristo virá a viver.
Não se pode separar a mãe do filho. Por isso, Jesus quis mostrar-se e agir sempre com Maria. Na visitação, Ele santifica a João Batista desde o ventre de Maria. Quando os pastores e magos vão adorar a Jesus, encontram-no "com Maria, sua Mãe". Durante trinta anos, em Nazaré, dela não se afasta. A pedido seu, opera Ele o primeiro milagre em Caná. Finalmente, ao morrer na cruz, Maria também está presente para oferecer com Ele o sacrifício redentor.
Atualmente, no céu, Maria é sempre Mãe de Deus. Jesus é tão filho de Maria, como o era na terra. Conserva a perfeita deferência que sempre teve para com sua Mãe. Não resiste aos pedidos dela, quando intercede por nós. Mas estas súplicas de Maria estão sempre de acordo com a santa vontade de Deus, são para nosso verdadeiro bem, isto é, para nossa santificação e salvação.
Porque operou em mim
grandes coisas...
desde agora me chamarão bem-aventurada
todas as gerações
(Lc 1, 48-49)
http://www.legiomariae.kit.net/Canais/allocutio.htm#mariaemaededeus
terça-feira, 4 de agosto de 2009
São João Maria Vianney - Dia do Padre

Hoje, festejamos São João Maria Batista Vianney,ou Santo Cura de Ars, como ficou conhecido.
Foi um sacerdote francês, canonizado pela Igreja Católica.
É considerado o padroeiro dos sacerdotes e em sua honra comemoramos também o dia do Padre.
Queremos dar os parabéns e nosso Muito Obrigado aos nossos queridos Sacerdotes que deram seu sim a essa bela vocação!
Vocês sabem o que significa a palavra padre?
Significa “pai”, assim como o pai cuida de seus filhos o padre cuida daqueles que participam da nossa paróquia para que cresçam como verdadeiros filhos de Deus.
Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação.
O padre, como todos nós podemos ver, é o primeiro missionário de nossa comunidade. Ele está sempre conosco, atendendo as necessidades do povo, instruindo, confortando, visitando famílias, doentes, rezando missas, atendendo os pobres. Ser padre não é uma tarefa fácil! Deixar tudo é entregar-se completamente nas mãos do Senhor. Esta vocação pede força e fé. Muita fé.
O padre é sinal de Deus, ele prega a Palavra de Deus e consagra as hóstias, pedacinhos de pão que se tornam o Corpo de Jesus. Por isso Deus chama para a vida sacerdotal quem tem um coração aberto para servir e se desapegar de tantas coisas que para nós, parecem tão importantes. A grande riqueza do padre é Jesus que ele escolheu seguir por toda a vida. O padre precisa de nós tanto quanto nós dele.
Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações, para que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão.
Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria.
Parabéns a todos os padres, que Deus renove diariamente a belíssima vocação a que foram chamados e a qual disseram SIM.
Deus os abençoe e guarde!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O dom da amizade
Celebramos no dia 20 de julho o dia do amigo. A amizade é o que existe de melhor, depois da sabedoria, sendo que a sabedoria é o mesmo que virtude. Só pode haver verdadeira amizade entre pessoas de bem. Daí que a amizade requer lealdade, constância e justiça. Na amizade tudo é verdadeiro. O maior ornamento da amizade é o respeito. Nula é a amizade onde não há verdade. O que faz a amizade é a estabilidade entre os amigos. Sem virtude não há amizade possível, mas apenas bajulação, adulação, paixão. Entre as pessoas de bem há uma inevitável simpatia e condescendência.
A amizade tem grande poder de sedução e de atração pela força da afeição entre as pessoas amigas. A afeição cria vínculos, mais que o parentesco. É a afeição que proporciona o bem-estar entre os amigos, a simpatia recíproca. É sedutora a troca de atenções e bons serviços. Sem amizade a vida não é amável. Na mais profunda amizade se encontra a mais profunda doçura. Sem afeição e simpatia a vida não tem alegria, porque a afeição se traduz em benevolência, afabilidade, reciprocidade. Portanto entre pessoas de bem. Quanto mais somos generosos, bondosos, desinteressados, amorosos, mais amizades conquistamos. Eis a força do valor moral.
O amigo é como um outro de nós mesmos, uma versão exemplar de nós mesmos. A amizade torna os dutos golpes da vida mais leves e mais maravilhosos os favores da vida porque podem ser comunicados e partilhados com alguém. A amizade dá otimismo para o futuro, não permite a capitulação nem a desmoralização. Retirar a amizade da vida é como retirar o sol do mundo. Nela encontramos satisfação, descanso, conselhos, partilha. Nada esposa melhor todos os momentos da vida que a amizade. Por isso deve ser preferida a todos os bens da terra, porque é prestativa, respeitosa, fiel.
O maior flagelo da amizade é a bajulação, a adulação, a complacência fácil. É preciso distinguir o amigo do bajulador. É erro pernicioso imaginar que na amizade as portas estão abertas a todos os abusos. Somos obrigados a fazer advertências e até repreensões aos amigos, embora com cortesia e sem adulação. A amizade é para a gente crescer no bem e não para a cumplicidade nos vícios. A verdadeira amizade controla a paixão. É sórdido preferir dinheiro, honrarias, prestigio no lugar da amizade. Aqui a amizade vira ódio. Nada mais desastrosos que o atrativo lucro, da concorrência, da cumplicidade. É lei da amizade nada pedir de vergonhoso aos amigos, querer que eles saciem nossas paixões, sejam cúmplices de uma injustiça. Isso faz perecer a afeição e engendra ódios eternos.
Pela amizade os ausentes estão presentes no afeto, os indigentes são ricos, os fracos são cheio de força, os mortos estão vivos na lembrança. Sem amizade nenhuma casa fica de pé, nenhuma cidade subsiste, a vida na terra é insuportável, porque ela é um sentimento de amor verdadeiro e espontâneo, que ameniza o convívio. Sem amizade a vida se esvazia. O amigo é um tesouro.
A amizade fiel é um refúgio seguro e não tem preço que pague. É um tesouro inestimável e dom de Deus. Deus cria os amigos, leva o amigo ao amigo. Sem amigos somos como estrangeiros, com os amigos nos sentimos em casa. Com um amigo ao lado nenhum caminho é longo. Na verdade o amigo é um escudo contra emoções negativas, é como asa que nos eleva acima do pó da terra. O amigo é a visibilidade e o sacramento de amor de Deus. É como sol que ilumina a vida.
A amizade é feita de gratuidade e não de gratificações. Quanto mais gratuidade, mais felicidade. A amizade requer fidelidade e portanto sempre a verdade. Onde entra a falsidade morre a amizade. A harmonia de visão, a vontade do bem do outro e o afeto são três componentes essenciais da amizade. Nossa pátria é lá onde encontramos amigos. O amor de amizade é profundo, intenso, personalizado, aberto, livre.
Webgrafia: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/articles/article.php?id=833
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Deus não desiste de você
Quantas decepções em sua vida? Muitas vezes, em nossas vidas, as pessoas que mais amamos nos ofenderam e disseram: “Você não vale nada! Não presta! É um mau filho”. Deus o acolhe do jeito que você está: você que perdeu o amor próprio e que se acha indigno do amor do Pai. Talvez você se veja hoje como a pessoa que menos mereça o amor do Senhor. Ninguém merece mesmo, isso prova de que maior é o amor.
Durante muito tempo eu ia comungar e ficava naquela crise, pensando: “Senhor, eu sou pecador. Eu confessei ontem e já pequei de novo”. Mas, mesmo assim, eu ia para a procissão da comunhão, rezando: “Não comungo porque mereço, isso eu sei, ó meu Senhor, comungo, pois preciso de Ti. Quando faltei à Missa, eu fugia de mim e de Ti. Mas agora eu voltei, por favor, aceita-me”.
O demônio faz você sentir que não merece Deus e o afasta da Eucaristia. Na verdade, você está fugindo de sua consciência, fugindo do Senhor. Quando a pessoa está com anemia o que ela mais precisa fazer é comer, e é o que ela menos quer fazer. O pecado faz isso: você peca e não vai mais à Missa, é como dizer: “Eu não vou ao hospital, porque estou doente”.
Deus nos dá sempre uma nova chance. Faz anos que acompanho monsenhor Jonas, e vendo meus erros, meus limites, muitas vezes, eu quis ir embora. E por causa do amor de Deus, por causa de um abraço de um irmão, eu não fui. O demônio vai querer isolá-lo, fazer com que você falte à Celebração Eucarística e não procure a Deus Mas é em comunidade que você vai crescer e amadurecer.
O Senhor quer uma atitude sua. Não o estou acusando, mas não posso negar que Deus está me usando para que você saia do marasmo que está sua vida. Jovens tão bonitos, mas sem vida, porque não perdoam, porque estão secos por dentro.
Deus está levando você a ter um encontro com a cruz. E, diante dela [cruz], coloque todas as pessoas as quais você precisa perdoar e também as que você matou em seu coração. Entregue sua vida para Jesus hoje!
Diácono Nelsinho Corrêa
Aceitação da Vontade de Deus
Essa vontade divina que aceitamos pode chamar-se sofrimento, doença ou perda de um ser querido. Ou talvez sejam situações trazidas pelo dia-a-dia ou pelo decorrer dos dias: as limitações da idade que começa a deixar as suas marcas, o salário insuficiente, uma profissão diferente da que teríamos desejado, mas a que devemos dedicar-nos com amor porque as circunstâncias nos levaram a ela e já não é possível abandoná-la, as aspirações nobres não realizadas, o fracasso por um esquecimento ou erro ridículo, os mal-entendidos…, a aceitação de si mesmo, sem que isso afogue o desejo de superação e, sobretudo, de crescimento nas virtudes. Então também nós poderemos dizer:
Dai-me riqueza ou pobreza,
dai consolo ou desconsolo,
dai-me alegria ou tristeza [...].
Que quereis fazer de mim?
O que queres de mim, Senhor, nesta circunstância concreta, e nessa outra?
A aceitação alegre da vontade divina sempre dará paz à nossa alma e, no plano humano, evitará desgastes inúteis, mas muitas vezes não suprimirá a dor. O próprio Jesus chorou como nós. Na Epístola aos Hebreus lemos que nos dias da sua carne, ofereceu preces e súplicas com grandes brados e lágrimas. As nossas lágrimas, quando se trata de um acontecimento doloroso, não ofendem a Deus; pelo contrário, movem-no à compaixão.
“Disseste-me: – Padre, estou passando muito mal.
“E eu te respondi ao ouvido: – Põe aos ombros uma partezinha dessa cruz, só uma parte pequena. E se nem mesmo assim podes com ela…, deixa-a toda inteira sobre os ombros fortes de Cristo. E repete desde já comigo: “Senhor, meu Deus! Em tuas mãos abandono o passado e o presente e o futuro, o pequeno e o grande, o pouco e o muito, o temporal e o eterno”.
“E fica tranqüilo”.
Além disso, o Senhor quer que, com a amorosa aceitação do querer divino, lancemos mão também de todos os meios humanos ao nosso alcance para sairmos dessa má situação, se for possível. E se não o for, ou se demorar a resolver-se, abraçaremos com força o nosso Pai-Deus e poderemos dizer com São Paulo: Estou inundado de alegria no meio de todas as nossas tribulações. Nada poderá tirar-nos a alegria.
A nossa Mãe Santa Maria é o modelo que devemos imitar, dizendo com Ela: Faça-se em mim segundo a tua palavra. Que se faça, Senhor, o que Tu queres e como o queres.
Fonte: Falar com Deus
Leigos, instrumentos da nova evangelização
"Todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, segundo a medida do dom de Cristo." (Lumen Gentium,32).
Os membros das comunidades recebem gratuitamente a força de Deus, no Espírito - os carismas - com o objetivo de, através de uma prática de serviço comum, contribuir para a edificação da comunidade. A disponibilidade para responder ao apelo de Deus, assumindo um papel na diversidade dos serviços a prestar aos outros em contextos históricos específicos, confere aos leigos uma missão que se vai projectar a partir das estruturas organizacionais da sociedade, no sentido de proporcionar a sua transformação segundo a vontade de Deus.
"Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente das mais variadas tarefas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização. A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores - mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos "mass media" e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento". (Evangelii Nuntiandi,70)
Como participantes de um mundo de grandes injustiças, onde cada vez mais se extremam a riqueza e a miséria, os leigos vivem no interior de uma sociedade em rápida transformação, partilhando os problemas e as dificuldades dos destinatários da evangelização. Nesta vivência social os cristãos leigos são convocados para o serviço, constituindo-se como testemunhos vivos do Senhor.
Ser santo: uma necessidade!
"Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (I Tessalonicenses 4,3).
Conta-se que, quando Madre Teresa de Calcutá visitou os Estados Unidos, houve uma disputa entre motoristas que queriam transportá-la de um evento ao outro. O profissional, contemplado com essa missão, depois relatou aos demais o seguinte: "Nunca rezei tanto na vida, era um terço após o outro... Sempre ela sugeria que rezássemos...".
Quando ouvi esse relato, lembrei-me de uma entrevista dada por essa grande figura que marcou o mundo em nosso tempo. Quando lhe perguntaram se ela não se incomodava em ser chamada de “santa” por pessoas do mundo inteiro, ela respondeu: "Ser santo não é um privilégio, é uma necessidade!" Parece que as histórias se completam.
Uma mulher que era dinâmica diante do mundo, também era plena de dinamismo na força do Espírito. N'Ele, com certeza, encontrava forças para prosseguir na missão. Não rezava pedindo milagres, mas era portadora de milagres para tanta gente por meio de uma vida de caridade e oração.
Creio que ser santo consiste em viver esta fé em forma de cruz. Verticalidade e horizontalidade nos compromissos por um mundo melhor, por uma antecipação do Paraíso, ao menos, do que de nós depender. Ser santo indica ser “são”, “ser curado”. À medida que vamos alcançando maturidade na vida, vamos deixando o que não compensa e perseverando no essencial, e isso é processo de cura.
Quando entramos no caminho de Deus, pela vida da comunidade, num encontro contínuo com o Senhor Ressuscitado, seja pela Eucaristia e demais sacramentos, seja pela solidariedade para com os irmãos, vamos alcançando nossa estatura em Cristo (cf. Efésios 4,13). Essa foi e é a experiência de todos os santos.
O Amor de Cristo nos impele e nos impulsiona, como afirma o apóstolo Paulo (cf. II Coríntios 5,14).
Que nossa vida seja expressão do que rezamos! Que nossas preces sejam expressões do que amamos! Que impulsionados pelo amor de Cristo e na força do Espírito, possamos progredir no caminho da verdadeira santidade!
Que, desde já, pela nossa fé católica, vivamos a comunhão dos santos, pois já agora, fazemos parte da família de Deus, dos santos e santas por Ele chamados e amados!
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende
Cura da Catedral de São José dos Campos
Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé !
Só por meio da oração é que conseguiremos vencer determinados obstáculos, superar tentações e ajudar muitos amigos a chegarem a Cristo. Comentando esta passagem do Evangelho, São Beda explica que, ao ensinar aos Apóstolos como devia ser expulso um demônio tão maligno, Jesus nos indicava como devemos viver, e como a oração é o meio de vencermos até as maiores tentações. E acrescenta que a oração não consiste apenas nas palavras com que invocamos a misericórdia divina, mas também em tudo o que fazemos em favor de Nosso Senhor, movidos pela fé(3). Todo o nosso trabalho e todas as nossas obras devem ser, pois, oração transbordante de fé.
Peçamos a Deus com freqüência que no-la aumente. Quando na ação apostólica os frutos demorarem a chegar, quando os defeitos pessoais ou alheios parecerem uma muralha intransponível, quando nos virmos com poucas forças para aquilo que Deus quer de nós: Senhor, aumenta-nos a fé! Os Apóstolos pediam assim quando, apesar de verem e ouvirem o próprio Cristo, sentiam a sua confiança fraquejar.
“E dirigimos igualmente esta súplica a Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, Mestra de fé: Bem-aventurada tu que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas (Lc 1, 45)”(4)
(1)Pio XII, Enc. Humani generis, 12-VIII-1950
(2)São Teófilo de Antioquia, Livro I, 2, 7
(3)cfr. São Beda, Comentário ao Evangelho de São Marcos
(4)Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 204
Fonte: http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp
Evangelizar é fazer Jesus acontecer
Evangelizar é fazer Jesus acontecer na vida de alguém, como aconteceu na vida de Zaqueu. E fazer Jesus Vivo entrar na vida de uma pessoa a ponto de a transformar. A expressão "fazer Jesus acontecer" pode parecer um tanto incomum, dura aos ouvidos, fora da linguagem evangelizadora. No entanto, revela a profundidade do acontecimento interior, no coração humano, quando Jesus acontece.
Jesus é o maior acontecimento da história da humanidade! A história é dividida em duas etapas: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). Jesus é o maior acontecimento da humanidade exatamente porque, com a Sua vinda como Salvador, como Redentor, fez acontecer à reconciliação da humanidade com Deus e gerou a possibilidade de salvação para todos os homens.
Pela mesma razão, Jesus pode ser o maior acontecimento da vida de uma pessoa. Quando Jesus é aceite como Deus, Salvador e Senhor, e entra no coração de uma pessoa, um grande acontecimento envolve a sua vida e pode deixar marcas maravilhosas para sempre.
"Fazer Jesus acontecer" é apresentar a pessoa de Jesus ressuscitado de uma forma tão viva, tão fascinante, tão envolvente, tão forte e convincente que o ouvinte fique impressionado, desejoso de conhece-lo, de acolhe-l0 e de se render a Ele. E isso é evangelizar.
"Fazer Jesus acontecer" é provocar um encontro tal entre Jesus Ressuscitado e uma pessoa que esta fique marcada pela personalidade, pelas qualidades, pelas maravilhas da pessoa de Jesus. Eis a evangelização.
"Fazer Jesus acontecer" é anunciar Jesus de tal forma que os corações se abram a Ele e esse encontro se torne um acontecimento marcante na história das pessoas. Isto é evangelizar.
Quando Jesus acontece, a pessoa entra em processo de evangelização. Quando Jesus acontece profundamente no coração, a pessoa é evangelizada. Aliás, a pessoa evangelizada não será nunca mais a mesma!
Pe. Alírio José Pedrini, SCJ
in: "Evangelizar é fazer Jesus acontecer", ed. Pneuma
