quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Santos: intercessores e exemplos de vida

O mês de junho foi marcado pelas tradicionais festas juninas, num misto de religiosidade e cultura popular, homenageando três grandes santos que fazem parte da devoção do nosso povo: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Além desses santos, há muitos outros que estão vivos na fé do nosso povo. Mas qual a importância deles?

Os santos são a realização plena de nossa vocação de seguidores de Cristo. Percebemos que neles se realizaram os ideais cristãos de maneira exemplar. Os testemunhos que nos deixaram são, realmente, uma força que move a todos nós. Observando seus exemplos, nós nos sentimos estimulados a assumir um caminho de fé e fraternidade, assim como eles fizeram, com o mesmo empenho e paixão.

O fato de terem conseguido responder tão bem ao chamado de Deus para a santidade provoca em nós uma reação de júbilo e festa. Essa alegria se expressa na comemoração de suas festas litúrgicas, muitas vezes marcada por tríduos, novenas, procissões e festivas celebrações.

Essa é uma característica presente em nossa fé católica, como de filhos que se regozijam por se sentirem amados pelo Pai do céu e, ao mesmo tempo, por terem irmãos tão especiais e queridos no céu.

Os santos nos mostram que, apesar de nossos defeitos e fraquezas, existe a possibilidade de praticar uma vida de amor intenso a Deus e de amor-doação ao próximo. Eles são evidência de que o Evangelho está ao nosso alcance, como opção possível e gratificante para todos!

À medida que são conhecidos e amados, os santos podem servir de apoio em nosso caminho de vida cristã. Não se trata de repetir a mesma experiência que eles fizeram, pois na verdade cada um tem a própria trajetória em um contexto histórico diferenciado. Mas o modo de assumir a existência, seguindo as inspirações do Espírito Santo de Deus e tornando-se discípulo-missionário de Jesus Cristo, é algo a ser imitado.

Trata-se de assimilar a intensidade do amor a Deus e ao próximo, que eles vivenciaram. Dessa forma, quando alguém é devoto de um santo, assume um “devotamento”, isto é, o propósito de conhecer e inspirar-se em alguém que deixou uma marca profunda na comunidade cristã. Os santos viveram o seguimento a Cristo. Tomando em consideração o “jeito” deles, podemos desencadear em nós um processo de aprofundamento da fé: os santos tornam-se, assim, inspiração de nossa caminhada!

Olhando para o mundo de hoje, percebe-se que Deus está um tanto esquecido, Ele não é mais uma evidência vital para as pessoas e as famílias. Nesse contexto, a lembrança dos santos nos traz uma luz. Se eles vivessem hoje, convidariam as pessoas a ouvir a Palavra de Deus, insistiriam para que fosse assumida a vida cristã como convite forte de Deus que implica a fé em Jesus Cristo e adesão coerente ao Evangelho.

Se vivessem hoje, a intervenção dos santos seria no sentido de levar as pessoas a sentir-se amadas por Deus e a colocar nele a esperança. Evidentemente, essa fé, como resposta, supõe também uma mudança concreta de vida, pois “a fé sem obras é morta.”

Olhemos para nossos santos. Imploremos sua proteção e intercessão junto de Deus. Mas principalmente procuremos imitar suas virtudes para que possamos dizer sim ao chamado de Deus que nos convida a viver a vocação à santidade. E, assim como eles, vençamos os obstáculos desta vida e cheguemos Pátria Celeste onde, junto com nossos santos, possamos ver a glória de Deus e contemplar a sua face, realizando plenamente nossa vocação de seguidores de Cristo.

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/fe/152.htm

sábado, 13 de março de 2010

A parábola dos talentos



Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31; 1 Tessalonicenses 5, 1-6; Mateus 25, 14-30


O evangelho deste domingo é a parábola dos talentos. Infelizmente, no passado, o significado desta parábola foi habitualmente confundido, ou pelo menos muito reduzido. Quando escutamos falar dos talentos, pensamos imediatamente nos dons naturais de inteligência, beleza, força, capacidades artísticas. A metáfora é usada para falar de atores, cantores, comediantes...

O uso não é totalmente equivocado, mas sim secundário. Jesus não pretendia falar da obrigação de desenvolver os dons naturais de cada um, mas de fazer frutificar os dons espirituais recebidos dele. A desenvolver os dotes naturais já nos impulsiona a natureza, a ambição, a sede de lucro. Às vezes, ao contrário, é necessário frear esta tendência de fazer valer os próprios talentos, porque pode converter-se facilmente em afã por fazer carreira e por impor-se sobre os demais.

Os talentos dos quais Jesus fala são a Palavra de Deus, a fé, ou seja, o Reino que Ele anunciou. Neste sentido, a parábola dos talentos se conecta com a do semeador. À sorte diferente da semente que ele lançou – que em alguns casos produz sessenta por cento; em outras, ao contrário, fica entre os espinhos, ou são comidas pelos pássaros do céu –, corresponde aqui o diferente lucro realizado com os talentos.

Os talentos são, para nós, cristãos de hoje, a fé e os sacramentos que recebemos. A palavra nos obriga a fazer um exame de consciência: que uso estamos fazendo destes talentos? Nós nos parecemos com o servo que os faz frutificar ou com o que os enterra? Para muitos, o próprio batismo é verdadeiramente um talento enterrado. Eu o comparo a um presente que se recebeu de Natal e que foi esquecido num lugar, sem nunca tê-lo aberto ou jogado fora.

Os frutos dos talentos naturais acabam conosco ou, quando muito, passam aos herdeiros; os frutos dos talentos espirituais nos seguem à vida eterna e um dia nos valerão a aprovação do Juiz divino: «Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, e por isso eu te darei autoridade sobre o muito: toma parte no gozo de teu senhor».

Nosso dever humano e cristão não é só desenvolver nossos talentos naturais e espirituais, mas também de ajudar os demais a desenvolverem os seus. No mundo moderno existe uma profissão que se chama, em inglês, talent-scout, descobridor de talentos. São pessoas que sabem encontrar talentos ocultos – de pintor, cantor, ator, jogador de futebol – e os ajudam a cultivar seu talento e a encontrar um patrocinador. Não o fazem de graça, naturalmente, nem por hobby, mas para ter uma porcentagem em seus lucros, uma vez que se afirmaram.

O Evangelho nos convida a ser talent-scout, «descobridores de talentos», mas não por amor ao lucro, e sim para ajudar quem não tem a possibilidade de afirmar-se sozinho. A humanidade deve alguns de seus melhores gênios ou artistas ao altruísmo de uma pessoa amiga que acreditou neles e os animou, quando ninguém acreditava neles. Um caso exemplar que me vem à mente é o de Theo Van Gogh, que sustentou toda a vida, econômica e moralmente, do seu irmão Vincent, quando ninguém acreditava nele e não conseguia vender nenhum de seus quadros. Eles trocaram mais de seiscentas cartas, que são um documento de altíssima humanidade e espiritualidade. Sem ele não teríamos hoje esses quadros que todos amamos e admiramos.

A primeira leitura do domingo nos convida a deter-nos em um talento em particular, que é ao mesmo tempo natural e espiritual: o talento da feminilidade, o talento de ser mulher. Contém, de fato, o conhecido elogio da mulher que começa com as palavras: «Uma mulher completa, quem a encontrará?». Este elogio, tão belo, tem um defeito, que não depende obviamente da Bíblia, mas da época na qual foi escrito e da cultura que reflete. Se prestarmos atenção, descobriremos que este talento está inteiramente em função do homem. Sua conclusão é: bendito o homem que tem uma mulher assim. Ela lhe tece maravilhosas vestes, honra a sua casa, permite-lhe caminhar com a cabeça levantada entre seus amigos. Não creio que as mulheres de hoje gostem deste elogio.

Deixando de lado este limite, quero sublinhar a atualidade deste elogio da mulher. Desde todas os lugares surge a exigência de dar mais espaço à mulher, de valorizar o gênio feminino. Nós não cremos que «o eterno feminino nos salvará». A experiência cotidiana mostra que a mulher pode «elevar-nos ao alto, mas também pode precipitar-nos para baixo. Também ela precisa ser salva por Cristo. Mas é certo que, uma vez redimida por Ele e «libertada», no campo humano, das antigas sujeições, ela pode contribuir para salvar nossa sociedade de alguns males crônicos que a ameaçam: violência, vontade de poder, aridez espiritual, desprezo pela vida...

Depois de tantas épocas que adotaram o nome do homem – a era do homo erectus, homo faber, até o homo sapiens, de hoje –, deve-se augurar que se abra finalmente, para a humanidade inteira, uma era da mulher: uma era do coração, da ternura, da compaixão. Foi o culto a Nossa Senhora que inspirou, nos séculos passados, o respeito pela mulher e sua idealização em boa parte da literatura e da arte. Também a mulher de hoje pode ser olhada como modelo, amiga e aliada na hora de defender sua própria dignidade e o talento de ser mulher.

Homilia de Fr. Raniero Cantalamessa, ofmcap
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]
http://www.cantalamessa.org/pt/omelieView.php?id=417

sábado, 28 de novembro de 2009

São Tiago della Marca

Também conhecido como James della Marca


Nasceu em Monteblandone, Marca, em 1 de setembro de 1394 como Dominic.


Tomou o hábito dos franciscanos com 22 anos em 1416. Ele tomou o nome de James e da província de onde veio, assim passou a se chamar James della Marca. Nos países latinos seu nome é Tiago della Marca.
Antes de ser missionário por 50 anos ele foi educado com Sã Bernardino de Sienna em Fiezole, perto de Florença, Itália e foi ordenado em 1423 com 29 anos. Ele tornou-se um notável pregador. Ele pregou por todos dias durante 40 anos e era sua vocação andar por toda a Europa e pregar o Cristianismo, sempre onde ele sentisse necessário. Ele tinha a paciência de um Beneditino para reconstruir todas as suas jornadas inclusive aquelas que fez com São João Capristano através da Itália ,Alemanha, Bohemia, Polônia e Hungria.


Esse franciscano cheio de incrível energia andava por todos os lados. Ele apareceu na Bósnia em 1432 onde o Rei Tuerko o recebeu de braços abertos Ali ele pregou contra a heresia dos Bogomils.


Em 1436 Tiago estava na Bohemia, Hungria e Áustria, fundando um monastério por mês. Em 1437 o Imperador Segismundo iniciou uma cruzada contra os turcos e Tiago foi junto. Em 1438 ele retornou a Itália, fez um sermão em Bolonha, atendeu a um Concilio em Ferrara e voltou para a Hungria. Tudo a pé ou no lombo de cavalos ou mulas.


Em 1440 ele ficou doente em Chipre e, em um raro evento ele em 1444, ficou três dias descansando no monastério de Trasimene onde se encontrou com São João Capristrano e São Bernadino de Siena, que morreu no mês seguinte.


Sucedendo São João Capristrano como Legado Papal em 1456 ele foi para a Austria e Hungria para combater os Hussites. A ele foi oferecido o bispado de Milão mas ele recusou porque preferia continuar pegando.


Em 1462 como resultado de um sermão em Brescia, no qual ele deu sua opinião teológica sobre o " Precioso Sangue de Cristo", ele tornou-se sujeito a uma inquisição local. O caso era controvertido e Tiago recusou-se a comparecer ante a Inquisição e recorreu a Roma. Um silencio sobre o assunto, foi imposto aos inquisidores Dominicanos e aos Franciscanos e nenhuma decisão foi jamais alcançada.


E assim ele estava sempre indo de um lugar para o outro, sempre pregando e lutando uma boa causa até que em 28 de novembro de 1476 ele deixou Nápoles seguindo para o Céu em sua última jornada, onde temos razão para acreditar que o incansável franciscano ainda esteja.
Ele era magro e só dormia 3 horas por noite e usava um hábito feito de pano grosso. Ele jejuava dia sim, dia não. No final o papa proibiu que ele jejuasse porque sua saúde era de interesse público. O bom senso do Papa Sixtus IV foi notável para a época ao recomendar ao santo que cuidasse de sua saúde. Mas o bom frei comia apenas pão, feijão, alho e cebola. Dizia que o Espirito Santo o inspirava a grandes sermões com grande poder e ferocidade e com sucesso incrível, mesmo com o estômago vazio. E era verdade. Em Camerino, certa vez seu discurso quase fez com que a platéia queimasse seu adversário. Em Aquila, 40.000 pessoas aguardavam ele descer do púlpito para dar o que seria hoje uma espécie de autógrafo. Queriam que ele escrevesse o nome de Jesus em um pedaço de pergaminho.
Para conseguir satisfazer a demanda, os frades do monastério produziam milhares desses pergaminhos e Tiago colocava sua mão neles abençoando a todos os pergaminhos.
Diz a tradição que sua benção curava várias doenças.


Ele era também um grande pacificador. Nos turbulentos anos do 15° século, onde a paz parecia desaparecer por todos os cantos, ele conseguiu com seu dom especial, reconciliar lados opostos de franciscanos que tinha interpretações diferentes sobre o verdadeiro espirito do seu fundador, São Francisco de Assis, com o seu notável raciocínio teológico. Ele reconciliou católicos de todos os lados. Por exemplo: ele moderou a oposição aos Hussites da Hungria oferecendo no Consílho de Basle a prática das Comunhões em ambos os credos. Ele participou em 1438 do Consílho de Florença e da Reunião das Igrejas Orientais e Ocidentais. E acima de tudo ele reconciliou o homem com Deus, o que sem duvida é o melhor meio de reconciliar o homem com o homem.


Em 1473 ele foi para Nápoles, onde veio a falecer em foi enterrado na Igreja de Santa Maria Nuova. Seu túmulo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.


Papas e reis chamavam por ele, porque queriam ouvir a voz de Deus. Cada manhã ele pregava diferente porque, segundo ele, a noite havia respirado o Espirito Santo.


Na arte litúrgica da Igreja, São Tiago della Marcha é representado com um cálice e uma serpente saindo do cálice, as vezes com um cálice e um véu, e outras vezes com um báculo e um lírio apontando para IHS.


Ele é venerado em Ancona e é o padroeiro de Nápoles. Foi beatificado em 1624 pelo Papa Urbano VIII e canonizado em 1726 peloPapa Benedito XIII.


Sua festa é celebrada no dia 28 de novembro.

domingo, 18 de outubro de 2009

São Lucas Evangelista



São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, ele é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Atos dos Apóstolos.

Um médico, São Lucas é tido como sendo um grego da Antiópia (moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 DC e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio as costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante sua prisão.Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon.

É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornada missionarias pelas varias passagens no "Atos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 DC, Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Atos" relatam que foi martirizado, embora vários escolares acreditam que isto seriam lendas não confiáveis.

Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e se acredita que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria em especial o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas seriam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.

Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que freqüentemente fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníaco (Lu 4:31-37) e seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da vviuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).

Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Somente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus, antes de Seu ministério público.

Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado.

Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores. Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã).Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.

Lucas também escreveu os "Atos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Atos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Atos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com os escolares São Euzébio e São Jerônimo, os Atos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo.

O evangelho teria sido escritos entre 70 e 85 DC, possivelmente na Grécia .Os atos do apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 DC, demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.

Certas passagens dos Atos escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia".
Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.
Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.

As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.

De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.

Sua festa é celebrada no dia 18 de outubro.

http://www.cademeusanto.com.br/sao_lucas.htm

sábado, 17 de outubro de 2009

São Geraldo Magela


Nasceu em 23 de abril de 1725 na cidade de Muro, Itália, filho de um alfaiate que morreu quando Geraldo tinha apenas 12 ,deixando sua família na pobreza. Desde criança deseja seguir a careira religiosa e tentou entrar para a Ordem dos Capuchinhos mas sua saúde não permitiu, mas algum tempo depois conseguiu entrar como irmão para a ordem dos Redentoristas, servindo como sacristão, jardineiro, porteiro e enfermeiro.

Ficou famoso pelos seus dons supernaturais como mestre, profecias, extasies, visões e notável conhecimento. Embora não fosse um padre, os seus conselhos espirituais eram procurados pelos clérigos e comunidades de irmãs nas quais ele dava conferencias. Ele tinha grande sucesso em converter pecadores e ficou famoso pela sua santidade e caridade.

Quando em 1754 foi acusado falsamente de ser o pai do filho de uma mulher gravida –Néria Caggiano- ele apenas fez uma oração e a mulher se arrependeu, retratou e o inocentou. Assim começou a associação de São Geraldo como padroeiro da gravidez. Notável leitor de mentes e de consciências. Ele foi enviado a Nápoles e logo sua casa foi inundada de visitas desejando vê-lo e ouvir seu conselhos e assim alguns meses mais tarde ele foi enviado para Caposele.

Diz a tradição que vários se converteram graças aos conselhos e que curava vários doenças apenas com a sua benção e oração. Vivia em uma pequena cela no convento, na maior humildade e seu ultimo desejo consistiu de uma pequena nota na porta de sua cela que dizia: "Aqui o desejo de Deus é feito como Deus quer, quando e enquanto quiser" .

Morreu em 1755 de tuberculose na Itália e logo o seu túmulo se tornou um local de peregrinação e vários milagres são creditados a sua intercessão.

Foi canonizado em 1904 pelo Papa Pio X .

É o padroeiro da gravidez, dos falsamente acusados, das boas confissões e da maternidade.

Sua festa é celebrada no dia 16 de outubro

http://www.cademeusanto.com.br/sao_geraldo.htm

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Santa Edwiges


Nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de nobres, foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.

Aos 12 anos ela se casou com Henrique, príncipe da Silésia (atual região da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.

Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos Domingos, Terças, Quintas e Sábado. Nas Quartas e Sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.

No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.

Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.

Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo. Junto com o marido construiu Igrejas, Mosteiros, Hospitais, Conventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.

Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século 13. E ainda mantinha as famílias unidas.

Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo papa Clemente 4º. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Tereza de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados.

Izabel Aparecida de Barros
Jornal Santa Edwiges
izabelbarros2002@yahoo.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

São Galo


Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours.

Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe.

Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese.

Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.

Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.

Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.

Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã.

http://www.dihitt.com.br/noticia/sao-galo

domingo, 23 de agosto de 2009

São Luís, Rei de França - 25 de agosto.





Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto.

Luís IX rei de França de 1226 a 1270, nasceu em Poissy em 25 de abril de 1214, filho do rei Luís VIII e da rainha Blanche de Castile. Seu pai morreu em 126 e Blanche serviu com regente defendendo o trono com considerável energia e sabedoria. Luís casou-se com Margarete de Provence, França em 1234 ( o casal teve 11 filhos) e Luís assumiu o poder em 1234. Ele terminou com varias revoltas no sul da França e derrotou o Rei Henry III da Inglaterra em 1242 e adicionou as suas terras as da França.

Em 1248 Luís embarcou na Sétima Cruzada e foi feito prisioneiro pelos Sarracenos em El Mansur no Egito. Após pagar o resgate para ele e seus homens ele foi para a Terra Santa e lá ficou até 1254 quando Blanche morreu. Após voltar a França ele continuou a aumentar o poder da França enquanto construía numerosos edifícios religiosos e instituições educacionais inclusive a igreja de S.Chapelle em Paris para guardar as relíquias sagradas.

Ele é conhecido como o protetor do povo comum, e serviu como mediador de questões e tratados entre outras nações. Luís manteve a paz, diminuiu os impostos e melhorou o sistema legal para que o povo mais simples tivesse acesso as leis e ao sistema legal e foi o patrocinador de vários monumentos arquitetónicos e entusiasticamente construiu ou ajudou a construir casas para a Ordem dos Mendicantes.

Ele defendia os ideais mais nobres dos governantes Medievais. Em 1270 Luís de novo, saiu em uma nova Cruzada, mas na Tunísia contraiu tifo e veio a morrer perto de Tunis no dia 25 de Agosto. Foi canonizado em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303).

- Abaixo transcrevemos a famosa carta testamento dele para o seu filho:

Carta testamento de São Luis, Rei de França ao seu filho.

Meu querido filho , minha primeira instrução é que você ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração e toda a sua força .

Sem isso não há salvação. Mantenha-se longe de tudo que Deus não goste ou seja de qualquer pecado mortal. Permita-se ser atormentado por todo e qualquer martírio antes de você cometer um pecado mortal. Se Senhor permitir que você seja testado, aceite com gratitude e com força de vontade, considerando que está acontecendo para o seu bem e talvez você venha de merecer. Se o Senhor tirar de você qualquer tipo de prosperidade agradeça-O humildemente e cuide para que você não se torne pior por causa disso, ou por vaidade ou orgulho ou qualquer outra coisa, porque você não pode se opor a Deus e nem questiona-LO nos seus presentes e dons.

Seja bom de coração e bondoso aos pobres, desafortunados e os aflitos. Dê a eles a maior ajuda que puder e os console se conseguir.

Agradeça a Deus por todos as graças e benefícios que Ele der a você, e faça valer a pena receber maiores graças e benefícios futuros.

Sempre fique do lado dos pobres e não dos ricos até ter certeza da verdade.

Seja devoto e obediente a nossa mãe a Igreja de Roma e ao Supremo Pontífice como seu pai espiritual.

Concluindo queridíssimo filho, eu dou a você todas as bênçãos de um pai que ama pode dar a um filho.

E que a Santíssima Trindade e todos os santos protejam você de todos os demônios. E possa o Senhor dar a você a graça de ser servido e honrado através de você e que na próxima vida nós possamos, juntos, vê-LO, ama-LO e louva-LO sem cessar.

Amém.

São José Calazans - 25 de agosto.



Conhecido também como Jose Calazanctius.

Nasceu em 11 de setembro de 1556 em Peralta, Barbastro, Aragon, Espanha, no castelo de seu pai.

É padroeiro das escolas de crianças, escolas para pobres e estudantes pobres.

Sua festa é celebrada no dia 25 de agosto

Mais novo de cinco filhos de Dom Pedro Calazans e Donna Maria Gastónia. Sua mãe e um irmão morreram quando estava ainda na escola. Estudou em Estadilla, na Universidade de Lereda, em Valença, e em Alcala de Henares. Graduou-se em Leis canônicas e em Teologia. Seu pai desejava que ele fosse um soldado, casasse e constituísse família. Mas uma doença muito grave em 1582 fez com que José examinasse seriamente sua vida, e sentisse uma chamada à vida religiosa.Ordenado em 17 de dezembro de 1583.

Pároco em Albarracin. Secretário do Bispo e confessor. Examinador e procurador. Notável pregador. Religioso muito zeloso implantou maior disciplina no clero da região.


Vigário Geral em Templo, Espanha. Depois de uma visão, doou grande parte de sua herança e renunciou ao restante e viajou para Roma em 1592. Trabalhou com Ascanio, Cardeal de Colonha como conselheiro teológico e espiritual do cardeal e trabalhou diretamente com as vitimas da praga de 1595. Milagrosamente não contraiu a terrível doença.

Membro da Confraria para a Doutrina Cristã. Tentou colocar as crianças pobres e desabrigadas na escola. Os professores mal pagos se recusaram a trabalhar com estudantes novos sem aumento do salário. Assim em novembro de 1597 José e mais dois companheiros fundaram uma pequena escola para crianças pobres. Em breve ele supervisionava diversos professores e centenas de alunos.Em 1602 eles reorganizaram o ensino na comunidade e mudaram para o Palácio de Torres com muito mais salas. Em 1621 a comunidade foi reconhecida como a Ordem religiosa “La Sciole Pio” e José se foi indicado como superior da Ordem: “Os Piaristas”

A comunidade encontrou muitos obstáculos: a amizade de José com o astrônomo Galileu o provocou certos problemas com alguns bispos da Igreja. Alguns governantes objetavam que educar os pobre poderia provocar agitação futura. Outras Ordens que trabalharam com os pobres ficaram receosas de serem absorvidas pelos Piaristas.


Mas o grupo continuava tendo a aprovação papal e continuava a fazer o seu extraordinário trabalho.

Já idoso, José viu sua Ordem ser quase extinta. Foi acusado de incompetente pelo Padre Mario Sozzi que foi escolhido como novo Superior. Quando Sozzi morreu em 1643 foi substituído pelo Padre Cherubino que seguiu o mesmo curso de Sozzi, quase acabando com a Ordem. Felizmente uma comissão papal examinou José e o liberou das acusações e o re instalou como a Superior da Ordem em 1645.

Mas os problemas continuaram, e em 1646 o Papa Inocêncio X dissolveu a Ordem e colocou os padres sob a jurisdição dos bispos locais.Os Piaristas se reorganizaram em 1656, oito anos após a morte de Jose.


Foram restaurados os trabalhos como Ordem Religiosa em 1669 e seu bom trabalho continua até os dias de hoje.São José Calazans faleceu no dia 25 de agosto de 1648, em Roma de causas naturais e foi enterrado em São Pantaleone, Roma.


Beatificado em 18 de agosto de 1748 Pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de junho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.

domingo, 16 de agosto de 2009

São Roque - 16 de agosto.




Roque nasceu em 1295, também conhecido como São Rock e Seemie-Rookie

Provavelmente nasceu em Montpellier, França e todos ficaram estupefactos com o fato dele ter uma cruz vermelha marcada no seu peito. Ele devotou a sua vida a cuidar das vitimas de doenças pestilentas. De acordo com a tradição ele estava numa jornada na Itália, quando na cidade de Aquapendente encontrou quase todos com a praga. Ele curou a todos com apenas um sinal da cruz nos doentes e foi para Modena, Parma e Mantua onde ele repetiu os milagres. Ele passou três anos em Roma rezando na tumba dos apóstolos, e no caminho de casa ele contraiu a praga e não querendo ocupar uma cama no hospital foi para floresta para morrer. Mas um cão o encontrou e levou um pão para ele. No dia seguinte o dono do cão notou que este levava um pão a boca, e o seguiu, e encontrou santo. Roque acabou curado e deixando o seu benfeitor convertido. Ai passou um tempo em Piacenza curando seu povo.

Ao chegar em casa não foi reconhecido e foi preso como espião disfarçado de peregrino. Teria ficado preso por cerca de 5 anos.Um dia apareceu morto na cela e seu primeiro milagre pós morte foi o de curar o seu carcereiro que era manco de nascença e sarou ao tocar com o pé em São Roque para ver se estava dormindo ou morto. Ao ser despido para ser enterrado foi reconhecido pela sua marca de nascença, a cruz no peito.

Sua canonização foi rápida porque no Consilho de Constance a praga ameaçava a cidade e os delegados rapidamente pediram a São Roque sua proteção. A praga cessou e o seu culto foi imediatamente aprovado.

Suas relíquias foram trasladadas para Veneza. Reverenciado como uma proteção contra as pragas e doenças especialmente na França e partes da Itália. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado na companhia de um cão ou como um peregrino com chapéu, capa e botas e as vezes com um bastão. As vezes é mostrado com o cao lambendo as feridas.
Padroeiro das vitimas das pragas e doenças e protetor dos cães.

No Brasil, a principal Igreja consagrada a São Roque, encontra-se na cidade de São Roque, no Estado de São Paulo. Lá se venera uma autêntica relíquia de uma parcela do braço de São Roque.

Sua festa é celebrada no dia 16 de agosto.


http://www.cademeusanto.com.br/sao_roque.htm

sábado, 8 de agosto de 2009

O legionário leva toda a sua vida em união com Maria

Autor: Fr. J. de Metz, O.P, retirado .do livro "Alocuções Legionárias", p. 51 - Dia: 09 de março de 2008.


Cada legionário viverá sua devoção a Maria, tanto através de séria meditação que fará sobre ela, como por seu contínuo cuidado de fazê-la entrar em sua vida. Tal é a instrução solene que recebe da Legião. Deve tê-la por um dos deveres essenciais, quiçá o mais importante de todos.

A criança, ainda no ventre da mãe, vive inteiramente dela, mas não o sabe. Vive também o legionário de contínuo no seio de Maria, mas deve fazê-lo voluntariamente. E como?

Deus mesmo criou essa dependência total do cristão com respeito a Maria. Porém, caso colaborarmos de todo o coração, tal dependência será muito mais benéfica. Só através desta união e colaboração íntima aparecerão em nós as maravilhas de santidade prometidas.

Começará o legionário por consagrar-se com fervor a Nossa Senhora. Renovará com freqüência a consagração com as palavras: "Sou todo vosso, ó rainha e mãe minha, e tudo que tenho vos pertence" ou por outra fórmula semelhante.

Depois, em suas orações, na missa, sobretudo rezando o terço, a alma do legionário deve procurar estar perto de Maria, reviver com ela os mistério da redenção, pois os viveu já como salvador.

Que todos os trabalhos quotidianos do legionário se realizem em Maria. Que em tudo tenha Nossa Senhora no espírito. Que a veja atuar, que a imite, que lhe peça a graça de fazer as suas ações com o mesmo coração que ela. Então Maria não estará apenas junto a seu legionário; estará, por assim dizer, nele. Por intermédio dele, ela rezará e trabalhará.

Destarte, a alma do legionário se encherá de tal forma da imagem e do pensamento de Maria, que será uma com a alma de Mara.


Que minha alma se identifique com o amor de Maria!


http://www.legiomariae.kit.net/Canais/allocutio.htm#olegionariolevatodaasuavidaemuniaocommaria

Maria é mãe de Deus

Autor: Fr. J. de Metz, O.P, retirado .do livro "Alocuções Legionárias", p. 38 - Dia: 01 de maio de 2008.


Toda vez que rezamos a Nossa Senhora, repetimos: "Santa Maria, Mãe de Deus... Santa Maria, Mãe de Deus...". Ao final de cada reunião, recitamos: "Acorremos à vossa proteção, santa Mãe de Deus...". Isto nos parece de todo natural. Contudo, já pensamos nesta situação incompreensível? Uma simples criatura, uma mulher, tornou-se Mãe do Deus Todo-Poderoso que criou o mundo e o qual nem o céu nem a terra podem conter!

Para que seu Filho fosse verdadeiramente homem, quis Deus que tivesse mãe. Escolheu-a entre todas. Encheu-a de graças. É a Imaculada. Para salvar os homens, o Filho de Deus nasceu da Virgem Maria.

Jesus, a quem Maria concebeu por obra do Espírito Santo, que o deu ao mundo na gruta de Belém, a quem alimentou e educou e a quem obedeceu, este Jesus tão fraco e tão pobre, este Jesus é o Filho de Deus. Ele é Deus, Maria é, pois, verdadeiramente MÃE DE DEUS. Está, portanto, acima de todos os homens e mesmo de todos os Anjos. O Altíssimo a associou a seu plano de salvação. Maria tornou-se verdadeira Mãe de Cristo e mãe também de todos em que Cristo virá a viver.

Não se pode separar a mãe do filho. Por isso, Jesus quis mostrar-se e agir sempre com Maria. Na visitação, Ele santifica a João Batista desde o ventre de Maria. Quando os pastores e magos vão adorar a Jesus, encontram-no "com Maria, sua Mãe". Durante trinta anos, em Nazaré, dela não se afasta. A pedido seu, opera Ele o primeiro milagre em Caná. Finalmente, ao morrer na cruz, Maria também está presente para oferecer com Ele o sacrifício redentor.

Atualmente, no céu, Maria é sempre Mãe de Deus. Jesus é tão filho de Maria, como o era na terra. Conserva a perfeita deferência que sempre teve para com sua Mãe. Não resiste aos pedidos dela, quando intercede por nós. Mas estas súplicas de Maria estão sempre de acordo com a santa vontade de Deus, são para nosso verdadeiro bem, isto é, para nossa santificação e salvação.



Porque operou em mim

grandes coisas...

desde agora me chamarão bem-aventurada

todas as gerações

(Lc 1, 48-49)



http://www.legiomariae.kit.net/Canais/allocutio.htm#mariaemaededeus

terça-feira, 4 de agosto de 2009

São João Maria Vianney - Dia do Padre




Hoje, festejamos São João Maria Batista Vianney,ou Santo Cura de Ars, como ficou conhecido.

Foi um sacerdote francês, canonizado pela Igreja Católica.

É considerado o padroeiro dos sacerdotes e em sua honra comemoramos também o dia do Padre.

Queremos dar os parabéns e nosso Muito Obrigado aos nossos queridos Sacerdotes que deram seu sim a essa bela vocação!


Vocês sabem o que significa a palavra padre?

Significa “pai”, assim como o pai cuida de seus filhos o padre cuida daqueles que participam da nossa paróquia para que cresçam como verdadeiros filhos de Deus.

Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação.

O padre, como todos nós podemos ver, é o primeiro missionário de nossa comunidade. Ele está sempre conosco, atendendo as necessidades do povo, instruindo, confortando, visitando famílias, doentes, rezando missas, atendendo os pobres. Ser padre não é uma tarefa fácil! Deixar tudo é entregar-se completamente nas mãos do Senhor. Esta vocação pede força e fé. Muita fé.

O padre é sinal de Deus, ele prega a Palavra de Deus e consagra as hóstias, pedacinhos de pão que se tornam o Corpo de Jesus. Por isso Deus chama para a vida sacerdotal quem tem um coração aberto para servir e se desapegar de tantas coisas que para nós, parecem tão importantes. A grande riqueza do padre é Jesus que ele escolheu seguir por toda a vida. O padre precisa de nós tanto quanto nós dele.

Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações, para que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão.

Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria.

Parabéns a todos os padres, que Deus renove diariamente a belíssima vocação a que foram chamados e a qual disseram SIM.

Deus os abençoe e guarde!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O dom da amizade

Dom Orlando Brandes

Celebramos no dia 20 de julho o dia do amigo. A amizade é o que existe de melhor, depois da sabedoria, sendo que a sabedoria é o mesmo que virtude. Só pode haver verdadeira amizade entre pessoas de bem. Daí que a amizade requer lealdade, constância e justiça. Na amizade tudo é verdadeiro. O maior ornamento da amizade é o respeito. Nula é a amizade onde não há verdade. O que faz a amizade é a estabilidade entre os amigos. Sem virtude não há amizade possível, mas apenas bajulação, adulação, paixão. Entre as pessoas de bem há uma inevitável simpatia e condescendência.

A amizade tem grande poder de sedução e de atração pela força da afeição entre as pessoas amigas. A afeição cria vínculos, mais que o parentesco. É a afeição que proporciona o bem-estar entre os amigos, a simpatia recíproca. É sedutora a troca de atenções e bons serviços. Sem amizade a vida não é amável. Na mais profunda amizade se encontra a mais profunda doçura. Sem afeição e simpatia a vida não tem alegria, porque a afeição se traduz em benevolência, afabilidade, reciprocidade. Portanto entre pessoas de bem. Quanto mais somos generosos, bondosos, desinteressados, amorosos, mais amizades conquistamos. Eis a força do valor moral.

O amigo é como um outro de nós mesmos, uma versão exemplar de nós mesmos. A amizade torna os dutos golpes da vida mais leves e mais maravilhosos os favores da vida porque podem ser comunicados e partilhados com alguém. A amizade dá otimismo para o futuro, não permite a capitulação nem a desmoralização. Retirar a amizade da vida é como retirar o sol do mundo. Nela encontramos satisfação, descanso, conselhos, partilha. Nada esposa melhor todos os momentos da vida que a amizade. Por isso deve ser preferida a todos os bens da terra, porque é prestativa, respeitosa, fiel.

O maior flagelo da amizade é a bajulação, a adulação, a complacência fácil. É preciso distinguir o amigo do bajulador. É erro pernicioso imaginar que na amizade as portas estão abertas a todos os abusos. Somos obrigados a fazer advertências e até repreensões aos amigos, embora com cortesia e sem adulação. A amizade é para a gente crescer no bem e não para a cumplicidade nos vícios. A verdadeira amizade controla a paixão. É sórdido preferir dinheiro, honrarias, prestigio no lugar da amizade. Aqui a amizade vira ódio. Nada mais desastrosos que o atrativo lucro, da concorrência, da cumplicidade. É lei da amizade nada pedir de vergonhoso aos amigos, querer que eles saciem nossas paixões, sejam cúmplices de uma injustiça. Isso faz perecer a afeição e engendra ódios eternos.

Pela amizade os ausentes estão presentes no afeto, os indigentes são ricos, os fracos são cheio de força, os mortos estão vivos na lembrança. Sem amizade nenhuma casa fica de pé, nenhuma cidade subsiste, a vida na terra é insuportável, porque ela é um sentimento de amor verdadeiro e espontâneo, que ameniza o convívio. Sem amizade a vida se esvazia. O amigo é um tesouro.

A amizade fiel é um refúgio seguro e não tem preço que pague. É um tesouro inestimável e dom de Deus. Deus cria os amigos, leva o amigo ao amigo. Sem amigos somos como estrangeiros, com os amigos nos sentimos em casa. Com um amigo ao lado nenhum caminho é longo. Na verdade o amigo é um escudo contra emoções negativas, é como asa que nos eleva acima do pó da terra. O amigo é a visibilidade e o sacramento de amor de Deus. É como sol que ilumina a vida.

A amizade é feita de gratuidade e não de gratificações. Quanto mais gratuidade, mais felicidade. A amizade requer fidelidade e portanto sempre a verdade. Onde entra a falsidade morre a amizade. A harmonia de visão, a vontade do bem do outro e o afeto são três componentes essenciais da amizade. Nossa pátria é lá onde encontramos amigos. O amor de amizade é profundo, intenso, personalizado, aberto, livre.

Webgrafia: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/articles/article.php?id=833

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Deus não desiste de você

Apesar do seu pecado, Deus não desiste de você, nunca desistiu. Nas famílias, aquele filho, o mais arteiro, aquele que está bebendo, cheirando [cocaína]... o pior dos filhos é para quem a mãe dá mais amor, não é verdade? Pai e mãe não nos conhecem? Para eles precisamos falar que estamos tristes? Eles conhecem nossa voz ao telefone. Deus é igual a esse pai e a essa mãe e conhece todos os nossos erros; até os que nós fizemos na semana passada, eles já sabem, pois nos conhecem. Deus o ama e quando vê você o ama do jeito que é.

Quantas decepções em sua vida? Muitas vezes, em nossas vidas, as pessoas que mais amamos nos ofenderam e disseram: “Você não vale nada! Não presta! É um mau filho”. Deus o acolhe do jeito que você está: você que perdeu o amor próprio e que se acha indigno do amor do Pai. Talvez você se veja hoje como a pessoa que menos mereça o amor do Senhor. Ninguém merece mesmo, isso prova de que maior é o amor.

Durante muito tempo eu ia comungar e ficava naquela crise, pensando: “Senhor, eu sou pecador. Eu confessei ontem e já pequei de novo”. Mas, mesmo assim, eu ia para a procissão da comunhão, rezando: “Não comungo porque mereço, isso eu sei, ó meu Senhor, comungo, pois preciso de Ti. Quando faltei à Missa, eu fugia de mim e de Ti. Mas agora eu voltei, por favor, aceita-me”.

O demônio faz você sentir que não merece Deus e o afasta da Eucaristia. Na verdade, você está fugindo de sua consciência, fugindo do Senhor. Quando a pessoa está com anemia o que ela mais precisa fazer é comer, e é o que ela menos quer fazer. O pecado faz isso: você peca e não vai mais à Missa, é como dizer: “Eu não vou ao hospital, porque estou doente”.

Deus nos dá sempre uma nova chance. Faz anos que acompanho monsenhor Jonas, e vendo meus erros, meus limites, muitas vezes, eu quis ir embora. E por causa do amor de Deus, por causa de um abraço de um irmão, eu não fui. O demônio vai querer isolá-lo, fazer com que você falte à Celebração Eucarística e não procure a Deus Mas é em comunidade que você vai crescer e amadurecer.

O Senhor quer uma atitude sua. Não o estou acusando, mas não posso negar que Deus está me usando para que você saia do marasmo que está sua vida. Jovens tão bonitos, mas sem vida, porque não perdoam, porque estão secos por dentro.

Deus está levando você a ter um encontro com a cruz. E, diante dela [cruz], coloque todas as pessoas as quais você precisa perdoar e também as que você matou em seu coração. Entregue sua vida para Jesus hoje!

Diácono Nelsinho Corrêa

Aceitação da Vontade de Deus

PAI, SEJA FEITA a vossa vontade assim na terra como no Céu… E preparamos a alma não só para realizar o querer divino, mas também para amar o que Deus faz ou permite. Quando os acontecimentos ou as circunstâncias não permitem que escolhamos, é Deus quem escolhe por nós. É nessas situações, às vezes humanamente difíceis, que devemos dizer com paz: “Tu o queres, Senhor?… Eu também o quero!” Podem ser ocasiões extraordinárias para confiarmos mais e mais em Deus.

Essa vontade divina que aceitamos pode chamar-se sofrimento, doença ou perda de um ser querido. Ou talvez sejam situações trazidas pelo dia-a-dia ou pelo decorrer dos dias: as limitações da idade que começa a deixar as suas marcas, o salário insuficiente, uma profissão diferente da que teríamos desejado, mas a que devemos dedicar-nos com amor porque as circunstâncias nos levaram a ela e já não é possível abandoná-la, as aspirações nobres não realizadas, o fracasso por um esquecimento ou erro ridículo, os mal-entendidos…, a aceitação de si mesmo, sem que isso afogue o desejo de superação e, sobretudo, de crescimento nas virtudes. Então também nós poderemos dizer:

Dai-me riqueza ou pobreza,
dai consolo ou desconsolo,
dai-me alegria ou tristeza [...].
Que quereis fazer de mim?

O que queres de mim, Senhor, nesta circunstância concreta, e nessa outra?

A aceitação alegre da vontade divina sempre dará paz à nossa alma e, no plano humano, evitará desgastes inúteis, mas muitas vezes não suprimirá a dor. O próprio Jesus chorou como nós. Na Epístola aos Hebreus lemos que nos dias da sua carne, ofereceu preces e súplicas com grandes brados e lágrimas. As nossas lágrimas, quando se trata de um acontecimento doloroso, não ofendem a Deus; pelo contrário, movem-no à compaixão.

“Disseste-me: – Padre, estou passando muito mal.

“E eu te respondi ao ouvido: – Põe aos ombros uma partezinha dessa cruz, só uma parte pequena. E se nem mesmo assim podes com ela…, deixa-a toda inteira sobre os ombros fortes de Cristo. E repete desde já comigo: “Senhor, meu Deus! Em tuas mãos abandono o passado e o presente e o futuro, o pequeno e o grande, o pouco e o muito, o temporal e o eterno”.

“E fica tranqüilo”.

Além disso, o Senhor quer que, com a amorosa aceitação do querer divino, lancemos mão também de todos os meios humanos ao nosso alcance para sairmos dessa má situação, se for possível. E se não o for, ou se demorar a resolver-se, abraçaremos com força o nosso Pai-Deus e poderemos dizer com São Paulo: Estou inundado de alegria no meio de todas as nossas tribulações. Nada poderá tirar-nos a alegria.

A nossa Mãe Santa Maria é o modelo que devemos imitar, dizendo com Ela: Faça-se em mim segundo a tua palavra. Que se faça, Senhor, o que Tu queres e como o queres.

Fonte: Falar com Deus

Leigos, instrumentos da nova evangelização

No âmbito da tripla dimensão dos estados da Igreja - clerical, religioso e laical - e do postulado central da eclesiologia de comunhão que evidencia a participação de todos os cristãos na plenitude do mistério eclesial, os leigos representam um conjunto muito alargado do povo de Deus, com a particularidade de receberem o apelo da sua missão de cristão no interior das estruturas sociais do mundo.

"Todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, segundo a medida do dom de Cristo." (Lumen Gentium,32).

Os membros das comunidades recebem gratuitamente a força de Deus, no Espírito - os carismas - com o objetivo de, através de uma prática de serviço comum, contribuir para a edificação da comunidade. A disponibilidade para responder ao apelo de Deus, assumindo um papel na diversidade dos serviços a prestar aos outros em contextos históricos específicos, confere aos leigos uma missão que se vai projectar a partir das estruturas organizacionais da sociedade, no sentido de proporcionar a sua transformação segundo a vontade de Deus.

"Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente das mais variadas tarefas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização. A sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores - mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos "mass media" e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento". (Evangelii Nuntiandi,70)

Como participantes de um mundo de grandes injustiças, onde cada vez mais se extremam a riqueza e a miséria, os leigos vivem no interior de uma sociedade em rápida transformação, partilhando os problemas e as dificuldades dos destinatários da evangelização. Nesta vivência social os cristãos leigos são convocados para o serviço, constituindo-se como testemunhos vivos do Senhor.

Ser santo: uma necessidade!

Que nossa vida seja expressão do que rezamos

"Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (I Tessalonicenses 4,3).

Conta-se que, quando Madre Teresa de Calcutá visitou os Estados Unidos, houve uma disputa entre motoristas que queriam transportá-la de um evento ao outro. O profissional, contemplado com essa missão, depois relatou aos demais o seguinte: "Nunca rezei tanto na vida, era um terço após o outro... Sempre ela sugeria que rezássemos...".

Quando ouvi esse relato, lembrei-me de uma entrevista dada por essa grande figura que marcou o mundo em nosso tempo. Quando lhe perguntaram se ela não se incomodava em ser chamada de “santa” por pessoas do mundo inteiro, ela respondeu: "Ser santo não é um privilégio, é uma necessidade!" Parece que as histórias se completam.

Uma mulher que era dinâmica diante do mundo, também era plena de dinamismo na força do Espírito. N'Ele, com certeza, encontrava forças para prosseguir na missão. Não rezava pedindo milagres, mas era portadora de milagres para tanta gente por meio de uma vida de caridade e oração.

Creio que ser santo consiste em viver esta fé em forma de cruz. Verticalidade e horizontalidade nos compromissos por um mundo melhor, por uma antecipação do Paraíso, ao menos, do que de nós depender. Ser santo indica ser “são”, “ser curado”. À medida que vamos alcançando maturidade na vida, vamos deixando o que não compensa e perseverando no essencial, e isso é processo de cura.

Quando entramos no caminho de Deus, pela vida da comunidade, num encontro contínuo com o Senhor Ressuscitado, seja pela Eucaristia e demais sacramentos, seja pela solidariedade para com os irmãos, vamos alcançando nossa estatura em Cristo (cf. Efésios 4,13). Essa foi e é a experiência de todos os santos.

O Amor de Cristo nos impele e nos impulsiona, como afirma o apóstolo Paulo (cf. II Coríntios 5,14).

Que nossa vida seja expressão do que rezamos! Que nossas preces sejam expressões do que amamos! Que impulsionados pelo amor de Cristo e na força do Espírito, possamos progredir no caminho da verdadeira santidade!

Que, desde já, pela nossa fé católica, vivamos a comunhão dos santos, pois já agora, fazemos parte da família de Deus, dos santos e santas por Ele chamados e amados!

Pe. Rinaldo Roberto de Rezende
Cura da Catedral de São José dos Campos

Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé !

“Deus deixa-se ver por aqueles que são capazes de vê-lo por terem os olhos da alma abertos. Porque a verdade é que todos têm olhos, mas alguns têm-nos cobertos de trevas e não podem ver a luz do Sol. E a luz solar não deixa de brilhar por haver cegos que não vêem; e portanto a escuridão que os envolve deve-se atribuir unicamente à sua falta de capacidade de ver”(1). Devemos ter em conta – para nós mesmos e na nossa ação apostólica – que, não raras vezes, o grande obstáculo para que se aceite a fé ou uma vida cristã coerente são os pecados pessoais não perdoados, os afetos desordenados e as faltas de correspondência à graça. “O homem, levado pelos seus preconceitos ou instigado pelas suas paixões e pela má vontade, pode não só negar a evidência dos sinais externos que tem diante dos olhos, mas também resistir e afastar as inspirações superiores que Deus infunde na sua alma”(2)

Só por meio da oração é que conseguiremos vencer determinados obstáculos, superar tentações e ajudar muitos amigos a chegarem a Cristo. Comentando esta passagem do Evangelho, São Beda explica que, ao ensinar aos Apóstolos como devia ser expulso um demônio tão maligno, Jesus nos indicava como devemos viver, e como a oração é o meio de vencermos até as maiores tentações. E acrescenta que a oração não consiste apenas nas palavras com que invocamos a misericórdia divina, mas também em tudo o que fazemos em favor de Nosso Senhor, movidos pela fé(3). Todo o nosso trabalho e todas as nossas obras devem ser, pois, oração transbordante de fé.

Peçamos a Deus com freqüência que no-la aumente. Quando na ação apostólica os frutos demorarem a chegar, quando os defeitos pessoais ou alheios parecerem uma muralha intransponível, quando nos virmos com poucas forças para aquilo que Deus quer de nós: Senhor, aumenta-nos a fé! Os Apóstolos pediam assim quando, apesar de verem e ouvirem o próprio Cristo, sentiam a sua confiança fraquejar.

“E dirigimos igualmente esta súplica a Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, Mestra de fé: Bem-aventurada tu que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas (Lc 1, 45)”(4)

(1)Pio XII, Enc. Humani generis, 12-VIII-1950
(2)São Teófilo de Antioquia, Livro I, 2, 7
(3)cfr. São Beda, Comentário ao Evangelho de São Marcos
(4)Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 204

Fonte: http://www.hablarcondios.org/meditacaodiaria.asp

Evangelizar é fazer Jesus acontecer

O Evangelho é uma pessoa: Jesus morto e ressuscitado. A Boa Nova é uma pessoa: Jesus morto pela nossa redenção e ressuscitado para a nossa vida nova. Evangelho não são verdades, mas a Verdade-Pessoa: Jesus. Evangelho não é livro, não são palavras, não são mensagens. Evangelho é Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor, morto e ressuscitado. Eis a Boa Nova! Eis o Evangelho! Eis a notícia maravilhosa, a supernotícia.

Evangelizar é fazer Jesus acontecer na vida de alguém, como aconteceu na vida de Zaqueu. E fazer Jesus Vivo entrar na vida de uma pessoa a ponto de a transformar. A expressão "fazer Jesus acontecer" pode parecer um tanto incomum, dura aos ouvidos, fora da linguagem evangelizadora. No entanto, revela a profundidade do acontecimento interior, no coração humano, quando Jesus acontece.

Jesus é o maior acontecimento da história da humanidade! A história é dividida em duas etapas: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). Jesus é o maior acontecimento da humanidade exatamente porque, com a Sua vinda como Salvador, como Redentor, fez acontecer à reconciliação da humanidade com Deus e gerou a possibilidade de salvação para todos os homens.


Pela mesma razão, Jesus pode ser o maior acontecimento da vida de uma pessoa. Quando Jesus é aceite como Deus, Salvador e Senhor, e entra no coração de uma pessoa, um grande acontecimento envolve a sua vida e pode deixar marcas maravilhosas para sempre.

"Fazer Jesus acontecer" é apresentar a pessoa de Jesus ressuscitado de uma forma tão viva, tão fascinante, tão envolvente, tão forte e convincente que o ouvinte fique impressionado, desejoso de conhece-lo, de acolhe-l0 e de se render a Ele. E isso é evangelizar.

"Fazer Jesus acontecer" é provocar um encontro tal entre Jesus Ressuscitado e uma pessoa que esta fique marcada pela personalidade, pelas qualidades, pelas maravilhas da pessoa de Jesus. Eis a evangelização.

"Fazer Jesus acontecer" é anunciar Jesus de tal forma que os corações se abram a Ele e esse encontro se torne um acontecimento marcante na história das pessoas. Isto é evangelizar.

Quando Jesus acontece, a pessoa entra em processo de evangelização. Quando Jesus acontece profundamente no coração, a pessoa é evangelizada. Aliás, a pessoa evangelizada não será nunca mais a mesma!

Pe. Alírio José Pedrini, SCJ
in: "Evangelizar é fazer Jesus acontecer", ed. Pneuma